Por Donato Heinen. Publicado em 20/06/2026 as 20:31:45
Planalto minimiza impacto de caso Eduardo na relação com EUA
Assessores de Lula tratam relação com Washington como "jogo de xadrez"
O Palácio do Planalto minimizou os possíveis impactos da condenação de Eduardo Bolsonaro pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na relação entre o governo Lula (PT) e o presidente norte-americano, Donald Trump, avaliando que a oposição tentaria desgastar o canal diplomático de qualquer maneira.
Segundo informações do colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, auxiliares de Lula buscam blindar a relação bilateral e reduzir a influência da oposição em Washington, defendendo manter contato direto com a Casa Branca.
Integrantes da área internacional do governo alegam, inclusive, que aproximações anteriores da família Bolsonaro com a gestão Trump resultaram em prejuízos ao Brasil.
Eduardo foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão e oito anos de inelegibilidade por coação no curso do processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.
Apesar do otimismo do Planalto, o clima entre Lula e Trump pesou após a reunião do G7 na França. Em entrevista ao site Axios, Trump subiu o tom contra Lula, chamando-o de “volátil” e afirmando não se importar com ele.
O presidente norte-americano também criticou a situação judicial da família Bolsonaro, embora tenha confundido Eduardo com seu irmão e senador Flávio Bolsonaro, ao comentar que “prenderam o Bolsonaro Jr.” por declarações dadas no Texas e criticar a rigidez da Justiça brasileira.
Para os assessores de Lula, a confusão de nomes prova que a fala de Trump foi apenas um improviso sem maior profundidade estratégica. Ainda assim, Lula rebateu publicamente, afirmando que Trump não tem o direito de interferir nos assuntos internos do Brasil.
Nos bastidores, a diplomacia palaciana já encara a interlocução com Washington como um complexo jogo de xadrez, onde cada reação exige cálculo minucioso.
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