Lula e Jaques se reúnem para definir futuro na liderança do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu, na tarde desta quarta-feira (24), com o senador Jaques Wagner (PT-BA), atual líder do governo no Senado. O encontro aconteceu no Palácio da Alvorada e durou cerca de 2 horas.
Esta foi a primeira vez que Lula e Jaques se reuniram desde que o senador foi alvo de operação da PF (Polícia Federal) sobre o caso Master.
Segundo as investigações, o parlamentar atuou em defesa da instituição financeira no Congresso Nacional. Em troca, ele teria recebido vantagens indevidas.
Na última segunda-feira (22), a defesa do senador Jaques Wagner acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir a anulação da operação da PF que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao parlamentar.
Os advogados do senador afirmam que "erros graves que comprometem a medida". O principal argumento da equipe de defesa é de que — diferentemente do que sugere a investigação — Jaques não teria atuado em favorecimento do Master no Congresso Nacional.
Em meio a repercussão do caso, a avaliação atual é que dificilmente Jaques Wagner será mantido na liderança do governo, considerado o alto desgaste político causado pela operação da PF (Polícia Federal) da qual foi alvo na semana passada.
Auxiliares do presidente evitam cravar o desfecho, já que a decisão passa também pela relação pessoal de décadas entre os petistas.
Sucessão de Jaques
De sobreaviso sobre a possibilidade concreta de saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado, integrantes do Palácio do Planalto conjecturam cenários de substituições.
O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) é visto como o favorito entre os interlocutores do presidente Lula. Apesar de estar focado nas campanhas do Nordeste, o senador é o nome de preferência pelas qualificações e também pela falta de opção.
Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE) chegaram a ser considerados, mas a avaliação é de que ambos não têm perfil para a função de líder do governo. O nome do senador Otto Alencar (PSD-BA) também foi mencionado, mas ele é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e acumular as funções não seria o ideal.
CNN Brasil


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