Manejo de abelhas no inverno exige cuidados com nutrição, temperatura e pragas

As baixas temperaturas e a redução das floradas durante o inverno exigem mudanças no manejo dos apiários no Rio Grande do Sul. Com menor disponibilidade de néctar e pólen, as abelhas reduzem a atividade de coleta, tornando indispensáveis medidas para manter a temperatura das colmeias, reforçar a alimentação e controlar pragas.
Em uma propriedade do Vale do Rio Pardo, onde são produzidas abelhas rainhas, núcleos, enxames e mel há adoção de um redutor de alvado elevado para conservar a temperatura interna da colmeia em torno de 35°C, condição considerada ideal para a postura da rainha e para a saída das abelhas campeiras em busca de alimento.
Outra medida adotada é o uso de um poncho, cobertura plástica instalada sobre a caixa que ajuda a reter o calor. A orientação é deixar apenas uma pequena abertura, de cerca de dois centímetros, para ventilação e ajustar o espaço interno conforme o tamanho do enxame, isolando os quadros quando necessário.
A suplementação alimentar também faz parte da rotina quando as reservas naturais de mel e pólen diminuem, na propriedade. O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Vilson Pitton, destaca que a suplementação também favorece a postura da rainha. “Com o enxame maior, é possível manter a temperatura da colmeia. A maior população também é ideal para fazer a coleta de néctar e pólen no campo”, explica.
Além da alimentação e do controle da temperatura, a Emater/RS-Ascar orienta os apicultores a intensificarem o monitoramento de pragas durante o inverno. “É necessário observar e fazer o controle de algumas pragas nesse período, como a traça e a formiga, que na nossa região estão entre os principais problemas identificados nos apiários”, finaliza o extensionista Vilson Pitton.
Com informações da Emater/RS- Ascar


.png)






.jpg)
 2-1-26.png)
.png)