Pizza parcelada em 6 vezes: iFood reflete o colapso financeiro das famílias sob o governo Lula

Entregador do iFood (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
Parcelar uma pizza no cartão de crédito deixou de ser piada de internet e virou realidade concreta no Brasil. O iFood passou a oferecer a opção de dividir pedidos de restaurantes em até seis vezes no cartão de crédito, por meio do iFood Pago. A adesão foi explosiva — e reveladora do grau de aperto financeiro que sufoca o consumidor brasileiro em pleno governo Lula.
A funcionalidade, ampliada para pedidos de restaurantes em dezembro, já contabilizou mais de 1,3 milhão de compras parceladas em apenas dois meses, número que superou o registrado no período anterior. Se por um lado a empresa comemora o sucesso comercial da novidade, por outro o dado escancara uma pergunta incômoda: que tipo de economia obriga cidadãos a dividir uma refeição em prestações?
Juros de até 8,36% para comer uma pizza
O parcelamento pode ser feito de duas a seis vezes, mas não vem de graça. As taxas de juros informadas pelo iFood variam de aproximadamente 3,53% para pagamentos em duas parcelas até 8,36% para divisões em seis vezes. Na prática, um pedido de R$ 100 dividido em seis prestações passa a custar cerca de R$ 108,36 ao consumidor. É dinheiro jogado fora em juros por quem já não consegue pagar à vista uma simples refeição.
Em um cenário de taxa Selic elevada e custo de vida em alta, o acúmulo de pequenos parcelamentos como esse pode transformar o orçamento doméstico em uma bola de neve de dívidas — exatamente o tipo de armadilha que especialistas em educação financeira alertam ser a mais perigosa.
Empresa celebra; especialistas alertam
A diretora de Pagamentos do iFood Pago, Thais Redondo, afirmou em entrevista à CNN Money que o parcelamento faz parte da cultura de consumo dos brasileiros e que a ferramenta busca oferecer mais flexibilidade aos clientes. Segundo ela, a modalidade também beneficia os estabelecimentos parceiros ao estimular o aumento do valor médio das compras.
O discurso corporativo soa bem, mas ignora o contexto brutal em que essa “flexibilidade” é oferecida. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostram que 80,9% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida. Entre os endividados, 85% têm débitos relacionados ao cartão de crédito, e 29,7% estão com contas em atraso. Oferecer mais parcelamento a uma população já afogada em dívidas é como entregar um balde furado a quem está tentando esvaziar um barco.
Sintoma de uma política econômica que falha
A novidade provocou amplo debate nas redes sociais, e com razão. Especialistas em educação financeira costumam orientar que o consumidor avalie cuidadosamente o custo dos juros antes de parcelar despesas de consumo imediato, como refeições, para evitar o comprometimento do orçamento familiar.
Mas a responsabilidade individual não pode servir de cortina de fumaça para a incompetência macroeconômica. Quando o brasileiro comum precisa financiar uma pizza em seis vezes, o problema não é falta de educação financeira — é uma economia que não entrega renda, não controla a inflação dos alimentos e mantém os juros nas alturas. O fato de mais de 1,3 milhão de pedidos terem sido parcelados em tempo recorde não é métrica de sucesso do iFood; é termômetro do fracasso da política econômica do governo Lula, que prometeu prosperidade e entregou um país onde até jantar virou prestação.
Portal Contra Fatos

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