Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 01/08/2026 as 02:13:54
Relatório do Tesouro Nacional aponta que o custo médio da Dívida Pública Federal alcançou 12,68% ao ano em junho, o maior patamar desde 2016, enquanto o estoque da dívida ultrapassou R$ 9,2 trilhões.
Relatório do Tesouro Nacional aponta que o custo médio da Dívida Pública Federal alcançou 12,68% ao ano em junho, o maior patamar desde 2016, enquanto o estoque da dívida ultrapassou R$ 9,2 trilhões.
O custo da Dívida Pública Federal voltou a subir e atingiu o maior patamar em quase dez anos, segundo o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (RMD) de junho de 2026, divulgado pelo Tesouro Nacional. O custo médio acumulado em 12 meses chegou a 12,68% ao ano, acima dos 12,31% registrados em maio.
O índice é o maior desde setembro de 2016, quando o custo da dívida estava em 12,75% ao ano. O resultado evidencia o impacto do cenário de juros elevados sobre o financiamento das contas públicas.
Além do aumento do custo, o estoque da Dívida Pública Federal também cresceu. Em junho, a dívida avançou 2,61% e alcançou R$ 9,268 trilhões, refletindo novas emissões de títulos e a incorporação de juros ao saldo devedor.
Grande parte desse aumento está ligada à composição da dívida brasileira. Cerca de metade dos títulos públicos é indexada à taxa Selic, fazendo com que a manutenção dos juros em patamar elevado aumente automaticamente o custo do financiamento do governo.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) apresentou custo médio de 13,19% ao ano, demonstrando que os títulos negociados no mercado doméstico continuam sendo fortemente impactados pela política monetária.
Com juros elevados, o governo precisa destinar uma parcela cada vez maior dos recursos públicos ao pagamento de encargos da dívida. Isso reduz a margem para investimentos e amplia a pressão sobre o equilíbrio das contas fiscais.
Especialistas avaliam que o cenário reforça os desafios para o ajuste fiscal, já que déficits primários e a necessidade contínua de emissão de novos títulos mantêm o estoque da dívida em trajetória de crescimento.
O Tesouro Nacional destaca que a estratégia de administração da dívida busca reduzir riscos e alongar os prazos de vencimento dos títulos, mas o ambiente de juros elevados continua pressionando os custos de financiamento.
Os dados divulgados em junho mostram que o peso financeiro da dívida permanece elevado e que a política de juros exerce influência direta sobre o orçamento da União, especialmente em um contexto de despesas obrigatórias crescentes.
Com o custo da dívida no maior nível desde 2016 e o estoque acima de R$ 9,2 trilhões, o governo segue enfrentando um dos principais desafios da política econômica: administrar o aumento das despesas financeiras enquanto busca melhorar o equilíbrio das contas públicas.
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