Em crise, Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial

Casas Bahia Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
O Grupo Casas Bahia informou que seu conselho de administração aprovou o ajuizamento do pedido de recuperação judicial da companhia, em conjunto com determinadas subsidiárias. Segundo a empresa, a ação foi protocolada no Juízo de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo (SP) e contou com aprovação do acionista controlador.
Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa destacou que o pedido ocorre em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas, restrição de crédito, aumento do custo financeiro e pressão sobre o consumo e o capital de giro.
A recuperação judicial é apontada como necessária e como mais um passo no processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a continuidade das atividades e viabilizar uma solução ordenada para o equacionamento das obrigações.
A empresa disse ainda que pretende manter as operações em todos os canais existentes durante o processo, priorizando o atendimento aos clientes e consumidores, sem interrupções relevantes e nos níveis de qualidade e serviço atualmente existentes.
Além da própria companhia, integram o pedido de recuperação judicial as empresas ASAP Log – Logística e Soluções; ASAP Log; CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística; Cntlog Express Logística e Transporte; Globex Administração e Serviços; Cnova Comércio Eletrônico; Integra Soluções para Varejo Digital; Casas Bahia Tecnologia; e Indústria de Móveis Bartira.
Em razão da decisão, o conselho de administração também aprovou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para apreciar a ratificação do ajuizamento, adotado “em caráter de urgência”, conforme proposta que a empresa disse que será divulgada oportunamente.
Também neste domingo, a Casas Bahia divulgou seu balanço do segundo trimestre de 2026 e registrou prejuízo de mais de R$ 10 bilhões no período, citando o impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas. A informação já vinha sendo adiantada por veículos de imprensa nos últimos dias.
*AE


.png)






.jpg)
 2-1-26.png)
.png)