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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 24/08/2026 as 01:46:03

O que aconteceu com o pijama usado por Getúlio Vargas no dia de sua morte?

Em 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas foi encontrado morto em seu quarto, no Palácio do Catete. Ele usava um pijama de seda; ao lado estava um revólver Colt 32


Era manhã de 24 de agosto de 1954 quando Getúlio Vargas foi encontrado morto em seu quarto, no Palácio do Catete, no Rio de Janeiro. Ele, que havia cometido suicídio, usava um pijama de seda, àquela altura marcado pelo sangue e pelo impacto de uma bala de revólver. Mais tarde, a peça de roupa, que trazia o monograma “GV” em tipografia art déco, passaria a integrar o acervo do Museu da República como um dos principais objetos históricos ligados à morte do presidente. 

Em 2014, quando se completaram 60 anos do episódio, o pijama voltou a ser exposto no antigo Palácio do Catete, onde o presidente havia passado seus últimos momentos. Na ocasião, o Museu da República decidiu apresentar novamente o paletó no próprio quarto de Vargas, mantendo parte da mobília disposta de maneira semelhante àquela encontrada na noite de sua morte. Ao lado da peça, também foram exibidos o revólver Colt 32 que teria sido usado no suicídio e a bala que matou o presidente 

Conservação da peça

Existe uma particularidade importante quando se fala no famoso pijama: a calça não está com o paletó, já que ela foi enterrada junto com o ex-chefe de Estado. O que permaneceu para a posteridade, na verdade, foi justamente a parte superior da roupa, que traz as marcas mais evidentes do disparo e do sangue. Também vale destacar que, quando o corpo de Vargas foi encontrado, ele já havia começado a enrijecer e, para retirar a roupa, foi necessário cortá-la.

As marcas desse procedimento ainda podiam ser observadas quando a peça foi restaurada pelo museu, em 2009. O trabalho custou R$ 14 mil e teve como objetivo evitar que o tecido se deteriorasse ainda mais. Mesmo depois da restauração, porém, as marcas do corte permaneceram visíveis, assim como as manchas de sangue e de pólvora próximas ao bolso 

A conservação do pijama exigia cuidados especiais, tanto que, em 2014, o Museu da República estabeleceu que a peça poderia permanecer em exposição por, no máximo, três meses. Depois desse período, o paletó seria higienizado e devolvido à reserva técnica, onde deveria permanecer por três vezes o tempo em que havia ficado exposto. Segundo o museólogo André Angulo, ouvido na época pela Folha de S. Paulo, não seria possível determinar por quanto tempo o tecido poderia continuar resistindo.

Vargas no poder

Vargas foi, com toda certeza, das figuras políticas mais notórias do Brasil no século 20. Ao todo, comandou o país por mais de 18 anos, em dois períodos distintos, sendo responsável por profundas transformações políticas e econômicas, e mesmo pela construção de uma imagem pública que lhe rendeu tanto admiradores quanto adversários.

Seu primeiro período no poder começou com a Revolução de 1930, que colocou fim à República Velha. Depois, ao longo dos anos seguintes, seu governo promoveu mudanças na legislação trabalhista, incentivou a industrialização e criou instituições e empresas que marcariam a economia brasileira. Contudo, em 1937, Vargas deu um golpe de Estado, instaurando o Estado Novo, uma ditadura que fechou o Congresso, proibiu partidos políticos e censurou e perseguiu opositores 

Por Giovanna Gomes 



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