Uma semana após começo da campanha, dinheiro do Fundão começa a chegar ao RS

Nos últimos dias os WindBanners, panfletos e a militância política tomaram conta das ruas, indicando que as eleições já começaram a todo vapor. E a intensidade dos materiais e da campanha deve crescer com a chegada do dinheiro do Fundo Eleitoral, conhecido como ‘fundão’, nas contas dos candidatos.
Isso porque, parte dos recursos estava bloqueado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em função de uma ação do PT que pedia a ampliação de seu fundo eleitoral em R$ 5 milhões para a campanha de 2026. A legenda desistiu do processo e a Corte acolheu o pedido na sessão da última terça-feira, 18. A falta de definição travava o repasse de R$ 2,3 bilhões, correspondente a 48% do fundo.
Uma simples consulta no portal divulgacontas do TSE, que reúne as informações das candidaturas, como repasses e gastos de campanha, é possível ver que a maioria dos postulantes ainda não recebeu este recurso. É o caso, por exemplo, de todos os candidatos a governador, uma vez que, nenhum deles, até a manhã desta terça-feira, havia registrado o recebimento do fundo eleitoral. O mesmo se aplica para os candidatos ao Senado.
Nesta terça-feira, dirigentes e integrantes de algumas campanhas consultadas confirmaram que o dinheiro do Fundão começou a chegar. “Já houve uma sinalização do presidente nacional do partido, (Baleia Rossi), que os recursos virão nos próximos dias”, falou um integrante do MDB.
A Executiva Estadual do PSol também confirmou que os recursos começaram a chegar nesta segunda-feira. No sistema do TSE é possível ver também que alguns candidatos do partido Novo e do PP já registraram no final de semana valores recebidos pelo Fundo Eleitoral.
Divisão do Fundão
Atualmente 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão receber juntos R$ 4,9 bilhões do Fundo Especial de Financiamento de Campanha para as eleições de 2026.
O Fundo Eleitoral é constituído por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, já que empresas estão proibidas de doar. A distribuição entre os partidos considera a representatividade de cada um no Congresso Nacional, ou seja, quem tem mais parlamentares ganha mais. A divulgação cumpre dispositivo da Lei das Eleições.
O Partido Liberal (PL) é a sigla com maior valor, em torno de R$ 881 milhões. Em seguida, aparecem o Partido dos Trabalhadores (PT), com aproximadamente R$ 615 milhões, e o União Brasil, com cerca de R$ 526 milhões. Juntas, as três legendas concentram quase 40% do montante distribuído pelo Fundo Eleitoral.
Fonte: Correio do Povo


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