Ação policial mira golpista que se passou por técnico do Grêmio e tirou R$ 22 mil de atleta

Golpista se passou por Luís Castro para pedir dinheiro a atletas do Grêmio Foto : Fernando Roberto / Grêmio / Divulgação / CP
As Polícias Civis do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro deflagraram nesta quarta-feira, 2, uma operação contra um criminoso suspeito de se passar por Luís Castro, treinador do Grêmio, e dar um golpe em atletas da mesma instituição. O homem foi preso no Bairro São Matheus, em Itaperuna, no Estado fluminense.
A ofensiva, chamada de Falso 9, investiga estelionato mediante fraude eletrônica e falsa identidade. De acordo com a apuração de agentes das Delegacias de Cabo Frio e Itaperuna, o golpista utilizava perfis falsos em aplicativos de mensagens para se passar por técnicos de futebol e aplicar golpes em atletas profissionais da Série A.
Homem é preso em Itaperuna, município do Rio de Janeiro | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP
Relação de confiança e conversas sobre a rotina
A investigação começou após quatro jogadores de um clube de Porto Alegre serem abordados por um número de telefone registrado em nome de terceiro e que utilizava a foto de perfil do técnico da equipe. O bandido buscava estabelecer uma relação de confiança com as vítimas antes de apresentar pedidos financeiros. Em um dos casos, ele manteve contato com o atleta durante dias, conversando sobre rotina, família e desempenho nos treinamentos, além de solicitar que a comunicação fosse mantida em sigilo.
Após conquistar a confiança do jogador, o criminoso apresentou uma suposta iniciativa de doação de cestas básicas para um grupo social do Rio de Janeiro. O atleta aceitou participar e foi cobrado em mais de R$ 22 mil para a compra de 300 cestas. A transferência foi realizada em maio e o dinheiro foi direcionado para uma conta bancária controlada pela organização criminosa.
Agentes da Polícia Civil de Cabo Frio e Itaperuna durante a prisão | Foto: Polícia Civil / Divulgação / CP
Nova transferência é travada pelo limite bancário
Na sequência, o criminoso tentou obter uma quantia ainda maior. Ele afirmou que outro atleta, que estaria fora do Brasil, também pretendia contribuir com 600 cestas básicas, no valor de R$ 50 mil, e pediu que a vítima adiantasse o pagamento. A segunda transferência só não foi realizada porque o valor ultrapassava novamente o limite bancário. Os outros três jogadores abordados não chegaram a efetuar pagamentos.
Conforme a investigação, o esquema contava com uma estrutura em Itaperuna para lavar o dinheiro obtido com as fraudes. Os valores eram inicialmente depositados em contas de moradores do município antes de chegar ao criminoso.
O trabalho de inteligência também revelou que o número utilizado nas abordagens manteve contato com outros jogadores de futebol vinculados a clubes brasileiros, com um atleta de uma equipe europeia e com um artista conhecido nacionalmente.
De acordo com as informações compartilhadas entre as duas forças de segurança, o criminoso possui passagens por clubes de futebol e já havia sido preso em flagrante, em 2024, por crime semelhante.
Correio do Povo

.png)






.jpg)
 2-1-26.png)
.png)