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Por Donato Heinen. Publicado em 09/09/2026 as 11:09:39

Partido Novo pede a Fachin prisão preventiva de Andrei Rodrigues, diretor afastado da PF

O partido Novo pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, a prisão preventiva de Andrei Rodrigues, diretor-geral afastado da Polícia Federal.


Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal • 14 de novembro de 2024REUTERS/Ton Molina

O partido Novo protocolou nesta terça-feira (8) um pedido de prisão preventiva de Andrei Rodrigues, diretor-geral afastado da Polícia Federal. O requerimento foi endereçado ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin.

Poucas horas antes da representação, o ministro André Mendonça havia determinado o afastamento de Andrei e também de Leandro Almada da Costa, então diretor de Inteligência Policial da PF.

O que motivou o afastamento

A decisão de Mendonça veio depois que o ministro Alexandre de Moraes recorreu a relatórios de inteligência da corporação para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça. Esses supostos crimes teriam ocorrido na condução das investigações sobre o Banco Master e as fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Além do afastamento, Mendonça mandou que a Corregedoria da PF instaure investigações penais e administrativas para apurar como esses relatórios foram produzidos.

Para embasar sua decisão, o ministro utilizou uma petição que o próprio partido Novo já havia apresentado anteriormente contra Andrei.

Os argumentos do Novo

Na nova representação, a legenda sustenta que os relatórios usados por Moraes citam reuniões de Mendonça com investigadores e advogados. O partido questiona de que forma o conteúdo desses encontros teria chegado ao conhecimento da Polícia Federal.

Entre as hipóteses levantadas, o Novo cogita que possa ter havido monitoramento, escuta telefônica ou gravação sem autorização da Justiça.

Segundo o partido, Andrei pode ter participado ou tido ciência de uma atividade policial ilegal contra Mendonça. Outra possibilidade apresentada é a de que ele tenha omitido documentos ou inserido informações falsas no material enviado ao Supremo.

Para justificar a prisão, a sigla afirma que Andrei, ainda que afastado, comandava a estrutura da PF que será investigada. Assim, ele poderia acessar informações, sistemas, documentos e servidores ligados aos fatos.

A decisão de Mendonça

De acordo com Mendonça, os relatórios utilizados por Moraes evidenciam um “monitoramento sistemático e ilegal”, que teria durado mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, entre elas o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Ainda segundo a decisão, Moraes teria tido “notícias da existência” dos relatórios antes mesmo de usá-los, e o material teria servido a uma tentativa de incluir Mendonça no “Inquérito das Fake News”.

O ministro também afirma que os documentos promoveram, de maneira abusiva, uma espécie de controle e avaliação disciplinar sobre sua atuação nos dois processos dos quais é relator.

Críticas a decisões judiciais

Um dos relatórios, conforme Mendonça, teria examinado e criticado uma decisão judicial por ele proferida, colocando em dúvida a competência e a finalidade da medida. Outros documentos teriam analisado seus critérios de decisão e os “riscos decorrentes” de suas atuações.

Para o ministro, esse tipo de avaliação vai além das atribuições legais da Diretoria de Inteligência da PF. Ele destaca que eventuais avaliações disciplinares sobre magistrados cabem ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

 Folha Destra

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