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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 21/09/2026 as 18:59:47

Poço de pedra com marcas de calor intriga arqueólogos em castelo medieval na Hungria

Estrutura descoberta nas ruínas de Essegvár é anterior às muralhas da fortaleza e desafia pesquisadores por não apresentar resíduos de metalurgia


Arqueólogos que escavam as ruínas de um castelo medieval no oeste da Hungria descobriram um poço de pedra incomum com evidências de calor intenso. A estrutura foi localizada durante trabalhos no Castelo de Essegvár, em Bánd, na região de Bakony, por pesquisadores do Museu Laczkó Dezső.  

Hipóteses de uso industrial 

Uma das possibilidades consideradas pelos pesquisadores é que o poço estivesse ligado a alguma atividade industrial. O processamento de metais, como ferro ou bronze, foi levantado como hipótese, mas as escavações não revelaram escória ou materiais derretidos nas proximidades, elementos que normalmente acompanham esse tipo de trabalho. 

Além disso, a arquitetura da estrutura difere dos modelos habitualmente associados a fornos medievais de cal, cerâmica ou tijolos.

Cronologia da antiga fortaleza 

Um ponto importante já estabelecido é que o poço estava em uso antes da construção das muralhas do castelo.


dos reinados de Béla III e André II encontradas na parte norte da fortaleza servem como marcadores cronológicos, sugerindo que aquele setor foi erguido na segunda metade do século 13 

O fato de a estrutura aquecida ser anterior às paredes levanta questionamentos sobre quais atividades já ocorriam no local antes da fortificação assumir sua forma final 

Cotidiano na Idade Média 

A temporada de escavações também revelou uma coleção de objetos que ilustram o cotidiano em Essegvár durante o final da Idade Média. Entre os achados estão pontas de flecha, uma faca de ferro forjado, moedas de prata e acessórios de vestuário, incluindo um item feito de prata dourada. 

Os arqueólogos também recuperaram elementos decorativos de uma porta gótica e fragmentos de vidros italianos e estrangeiros, evidenciando a cultura material da família Essegvár, proprietária do castelo até sua destruição nas guerras otomanas em 1552 


Por Luiza Kellmann 

*Sob supervisão de Giovanna Gomes 


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