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Por Donato Heinen. Publicado em 28/05/2021

Notas e Apartes 1.407

Notas e Apartes 1.407, dia 25-5-2021 - Gazeta Regional 222

Absurdo – Essa gente que enche a boca para negar que os medicamentos prescritos por milhares de médicos, que certamente já salvaram dezenas de milhares de pessoas do covid-19, não tem limites na sua hipocrisia. O senador Omar Aziz, presidente da CIP da Pandemia, apresentou projeto de lei com o objetivo de tornar “crime a prescrição de remédios sem comprovação científica, assim como aqueles que incentivam seu uso”. Segundo o PL 1912/2021, “quem prescrever, ministrar ou aplicar produto destinado a fins terapêuticos”, sem comprovação científica de sua eficácia no tratamento da doença do paciente, pode ser preso. A pena prevista é de 6 meses a 2 anos.

 Autonomia – A lei assegura ao médico autonomia para prescrever ao paciente, e a este cabe aceitar, ou não, o medicamento que o profissional entender seja o mais adequado à cura de determinada doença. Mesmo que o medicamento não tenha indicação expressa na bula para aquela enfermidade. Este PL do senador Aziz é um dos mais imbecis que já foram protocolados no Senado. Quando políticos acham que entendem mais que os profissionais da área médica, temos uma total inversão de valores.

 Esquerda unida – Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Lula (PT) são companheiros de longa data. Há poucos dias, FHC anunciou, após almoçarem juntos na casa do ex-ministro do STF Nélson Jobim, que num eventual segundo turno entre Bolsonaro e Lula, em 2022, vota no petista. Em julho de 2015, Cardoso disse que “nunca se roubou tanto no país como nos governos do PT”. O vídeo com as declarações de FHC está no YouTube pra quem quiser ver. A internet não perdoa...  FHC foi duramente pela cúpula dos tucanos pelo apoio ao petista.

 STF – Já expliquei aqui como deve funcionar o voto auditável. PL nesse sentido tramita na Câmara dos Deputados e precisa virar lei até outubro próximo para ser aplicável na próxima eleição. Mas vários deuses do STF já se anteciparam esta semana dizendo que mesmo que a lei seja aprovada o voto auditável não será implementado em 2022. Os todo-poderosos do Supremo se acham acima da lei e da vontade popular expressa pelos representantes do povo no Parlamento.  

 Politicagem – A politicagem na CPI da Pandemia é escancarada. O objetivo nunca foi investigar onde foram parar as dezenas de milhões de reais desviados da Saúde. Ela foi instalada para tentar desgastar politicamente o governo federal. Mas, até agora, o circo armado não surtiu efeitos. A atitude mais hipócrita foi da senadora Mara Gabrilli, no interrogatório do ex-ministro da Saúde Pazuello, dia 20.  Depois de uma longa e vazia explanação, após a palavra ser dada ao ex-ministro por 3 minutos Gabrilli pediu ao presidente da CPI se poderia usar este tempo para fazer mais uma pergunta. O que lhe foi concedido. A senadora fechou com chave de ouro sua hipocrisia ao dizer que não estava interessada na resposta de Pazuello.

 Multidão – Bolsonaro participou no domingo do maior passeio de moto já visto na história do Rio de Janeiro, com milhares de motociclistas. A popularidade do presidente está em baixa, diz a velha mídia. Imagina se estivesse em alta...

 

            Donato Henen

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