Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015
Por Donato Heinen. Publicado em 03/06/2021

Notas e Apartes 1.408

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 2-6-2021


                                                                  Donato Heinen   De Formosa - GO

Voto auditável – Há pouco tempo, vários ministros do TSE e do STF gravaram vídeos relatando as vantagens do chamado voto impresso auditável. Mas, recentemente, eles vêm insistindo na narrativa de que as urnas eletrônicas brasileiras são seguras, não sendo possível qualquer fraude. Inúmeros técnicos da área já atestaram que elas não são auditáveis. Ou seja, nas urnas atuais, não é possível realizar testes para comprovar a autenticidade dos votos nelas registradas. O que teria feito os “iluminados” mudar de opinião? A quem interessa que o voto não seja impresso para eventual futura conferência através de urnas auditáveis? A quem interessa eventual manipulação dos resultados da eleição presidencial de 2022? A resposta é obvia.

Pfizer – A oposição insiste na surrada narrativa dizendo que o Brasil poderia ter comprado da Pfizer dezenas de milhões de vacinas contra covid-19 ainda em 2020. A narrativa que não se sustenta. Em primeiro lugar, porque o laboratório sequer havia solicitado o registro do imunizante na ANVISA, o que ocorreu só este ano. Em segundo, porque a Pfizer fez exigências absurdas através de um contrato com cláusulas leoninas para fornecer a vacina. O Brasil tem uma legislação rígida sobre compras feitas por qualquer gestor público. A chamada Lei de Licitações. Quem não a obedecer, responde pela ilegalidade.

Argentina – Agora, vimos que nem o comunista que preside a Argentina aceitou as condições impostas pela Pfizer para fornecer a vacina ao país vizinho. Alberto Fernández disse que não quer comprar a vacina “porque entre as condições iniciais que a Pfizer colocou – agora está mudando algumas – a verdade é que (a Pfizer) me pôs em uma situação muito violenta de demandas e comprometeu o país”, segundo o jornal La Nación. Além de exigir bens públicos como garantia, o contrato previa isenção de responsabilização na Justiça para a farmacêutica por possíveis efeitos adversos causados pela vacinação.

Lockdown – A Argentina promoveu o lockdown mais prolongado do mundo. O que resultou em milhões de negócios falidos e a disseminação da pobreza, sem obter resultados muito positivos para evitar um número expressivo de óbitos por covid-19. Em decorrência, a aprovação do governo de Fernández caiu de 67% em abril do ano passado para 26% na pesquisa divulgada no último dia 26 de maio pela Universidade de San Andrés. Já a desaprovação alcança expressivos 72%. Embora isso, por aqui, a turma da canhota insiste até hoje que o Brasil deve seguir o exemplo fracassado dos argentinos.

Vacinas – Com a baixíssima eficácia da vacina chinesa contra o novo coronavírus – de apenas 28% em algumas faixas etárias – tem cada vez mais gente evitando seu uso. Daqui a uns três ou quatro meses, possivelmente haverá mais vacinas do que interessados em tomar o imunizante. Aí, a oposição vai aparecer com outras narrativas. Fácil imaginar a quem será atribuída a responsabilidade pela baixa procura da vacina pelas faixas etárias mais jovens. 

Números – O Brasil está entre os países que mais vacinaram contra covid-19 no mundo, em números absolutos. Mas, nesse caso, não interessa aos opositores essa forma de contagem, mas, sim, a computação por milhão de habitantes. Já no registro dos óbitos, a eles só interessa a divulgação dos números absolutos, e não por milhão de pessoas. 

Seca – Ao longo dos quase 2,2 mil km que percorremos entre Santo Cristo e Formosa, GO, é visível a falta de chuva em quase todas as regiões do RS, SC, PR, SP, MG, DF e GO. Além dos prejuízos na agropecuária, o déficit hídrico também diminui a geração de energia hidrelétrica. O que faz a conta subir para o consumidor com a necessidade de geração de energia térmica, mais cara.

 
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