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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 27/05/2023

Carretas e carreteiros

Por Ivar Hartmann


Érico Veríssimo, no dizer de Jorge Amado, o maior romancista brasileiro, escreveu uma obra maestra, a trilogia O TEMPO E O VENTO. Leitura obrigatória para todo gaúcho. Traduzida para dezenas de línguas, marca o ápice da literatura rio-grandense. O Capitão Rodrigo Cambará é figura ímpar de gaúcho. O primeiro volume da série, O Continente, retrata a dura vida nos campos sulinos, naqueles antigos primeiros séculos da colonização, englobando a presença dos imigrantes alemães. E usando Panambi como referência, mostra os imigrados deste então distrito de Cruz Alta, viajando para Santa Fé, em carretas puxadas a bois, para vender seus produtos coloniais.

Os carreteiros foram figuras importantes no comércio de gêneros alimentícios entre as vilas e as cidades, ainda há 50 anos. Em Tupanciretã, eles vinham durante todo ano de Quevedos. Duas ou três carroças puxadas por juntas de bois. Na metade de seu moroso roteiro, pernoitavam na Fazenda São Domingos, onde o proprietário, Telêmaco Pinto, os abrigava em um pouso gratuito. No outro dia seguiam para a cidade para vender charque, batata, milho, abóbora, linguiça, queijo, os produtos da estação. A vida moderna acabou com seu negócio, parte importante de nossa história.

Ainda são lembrados. Em Novo Hamburgo, a Associação dos Amigos Carreteiros de Lomba Grande, promove todos os anos um desfile de carretas, que em março deste ano, alcançou a quase trezentos veículos, vindos de municípios da região. Lembra muito a romaria religiosa de carroças para El Rocio, no sul da Espanha, que junta quase um milhão de turistas. Aqui também, milhares de citadinos da região acorrem para ver o espetáculo diferente que junta nas carroças pais e filhos, e mantém viva a tradição. 

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