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Por Donato Heinen. Publicado em 19/04/2021 as 18:12:29

Usar máscaras por muito tempo causa diversos e graves problemas para a saúde, aponta médico PhD em artigo

O artigo cita uma fala do chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci


O médico e pesquisador Baruch Vainshelboim, com Ph.D. em reabilitação pulmonar, publicou um artigo em janeiro deste ano pela Medical Hypotheses, no qual aponta que o uso contínuo de máscaras causa diversos e graves problemas fisiológicos e psicológicos para a saúde humana.

“O presente artigo revisa as evidências científicas a respeito da segurança e eficácia do uso de máscaras faciais, descrevendo os efeitos fisiológicos e psicológicos e as possíveis consequências de longo prazo para a saúde”, começa o artigo. “Embora faltem evidências científicas que apóiem ​​a eficácia das máscaras [no combate da Covid-19], os efeitos adversos fisiológicos, psicológicos e à saúde são estabelecidos”.

O médico Ph.D. começa expondo alguns fatos já constatados com relação ao vírus chinês, como o de que 99% dos paciente infectados “são assintomáticos ou apresentam uma condição leve, o que contradiz o nome do vírus (síndrome respiratória aguda grave -coronavírus-2)”.

E continua: “embora a taxa de mortalidade por infecção (número de casos de morte dividido pelo número de casos relatados) inicialmente pareça bastante alta 0,029 (2,9%), essa superestimação está relacionada ao número limitado de testes COVID-19 realizados, o que inclina para taxas mais altas. Dado o fato de que os casos assintomáticos ou minimamente sintomáticos são várias vezes maiores do que o número de casos relatados, a taxa de letalidade é consideravelmente menor que 1%”.

Para corroborar os fatos com relação à baixa taxa de mortalidade do vírus chinês, o artigo cita uma fala do chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci, declarando que “as consequências clínicas gerais da COVID-19 são semelhantes às da influenza sazonal severa”, com uma taxa de letalidade de aproximadamente 0,1%.

“Além disso, dados de pacientes hospitalizados com COVID-19 e do público em geral indicam que a maioria das mortes ocorreu entre indivíduos mais velhos e com doenças crônicas, apoiando a possibilidade de que o vírus pode agravar as condições existentes, mas raramente causa a morte por si só”, acrescenta o artigo.

O pesquisador em reabilitação pulmonar destaca a realidade de que a Covid-19 “afeta principalmente o sistema respiratório e pode causar complicações como a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA)”, por isso, “não está claro, entretanto, qual a base científica e clínica para o uso de máscaras faciais como estratégia de proteção, visto que as máscaras restringem a respiração, causando hipoxemia e hipercapnia e aumentam o risco de complicações respiratórias, autocontaminação e exacerbação de condições crônicas existentes.”

E o artigo continua, ainda mais claro: “Embora vários países determinem o uso de máscara facial em ambientes de saúde e áreas públicas, faltam evidências científicas que apoiem sua eficácia na redução da morbidade ou mortalidade associada a doenças infecciosas ou virais”, entretanto, foi comprovado que “o uso de máscaras faciais tem efeitos fisiológicos e psicológicos adversos”, tanto fisiológicos quanto psicológicos, e “as consequências de longo prazo do uso de máscaras faciais na saúde são prejudiciais”, aponta o artigo.

Expondo sobre a fisiologia da respiração, a pesquisa ressalta ainda que a falta e/ou limitação de oxigênio, “como o uso de máscaras faciais”, causa “deterioração da saúde”, gerando consequências como “mudança para maior contribuição do metabolismo energético anaeróbio, diminuição dos níveis de pH e aumento da acidez das células e do sangue, toxicidade, estresse oxidativo, inflamação crônica, imunossupressão e deterioração da saúde”, podendo chegar à “morbidade e em última análise, mortalidade”.

Eficácia das máscaras

Segundo o artigo, o uso de máscaras aponta ser “ineficazes para bloquear as partículas virais devido à sua diferença de escalas”, lembrando ainda que o vírus chinês é 1.000 vezes menor do que o diâmetro dos fios das máscaras faciais médicas e não médicas, além de possuir uma baixa taxa de filtração de eficiência, ou seja, “o SARS-CoV-2 pode facilmente passar por qualquer máscara facial”.

“Os resultados deste estudo mostraram que entre os indivíduos sintomáticos (aqueles com febre, tosse, dor de garganta, coriza, etc.) não houve diferença entre usar e não usar máscara”, ressaltou o estudo, o que faz sugerir que “indivíduos assintomáticos não transmitem ou infectam outras pessoas”.

“Com base em quatro estudos COVID-19, a meta-análise falhou em demonstrar a redução do risco das máscaras faciais para a transmissão do COVID-19″, apontou a pesquisa. Além disso, já em uma publicação anterior, a OMS afirmou que “as máscaras não são necessárias, pois não há evidências disponíveis sobre sua utilidade para proteger pessoas não doentes”, acrescentando que as “máscaras de pano (por exemplo, algodão ou gaze) não são recomendadas em nenhuma circunstância”.

A OMS chegou ainda afirmar em uma publicação posterior que o uso de máscaras faciais feitas de tecido (polipropileno, algodão, poliéster, celulose, gaze e seda) é uma prática comum da comunidade para “prevenir que o usuário infectado transmita o vírus a outras pessoas e / ou ofereça proteção ao usuário saudável contra infecção (prevenção)”.

A mesma publicação, porém, entrou em conflito ao afirmar que, “devido à menor filtração, respirabilidade e desempenho geral das máscaras de tecido, o uso de máscara de tecido deve ser considerado apenas para pessoas infectadas e não para a prática de prevenção em indivíduos assintomáticos”, lembra o artigo. “A Central de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) fez recomendação semelhante, afirmando que apenas pessoas sintomáticas devem considerar o uso de máscara facial, enquanto para indivíduos assintomáticos esta prática não é recomendada”

Além disso, a OMS anunciou repetidamente que “no momento, não há evidência direta (de estudos sobre COVID-19) sobre a eficácia do mascaramento facial de pessoas saudáveis ​​na comunidade para prevenir a infecção de vírus respiratórios, incluindo COVID-19”.

Efeitos fisiológicos do uso de máscaras

O artigo é claro ao afirmar que “o efeito prolongado e contínuo do uso de máscara facial é desadaptativo e pode ser prejudicial para a saúde”. Respirar ar contaminado com altas concentrações de partículas tóxicas e bacterianas junto com baixos níveis de O2 e altos níveis de CO2, como acontece no uso de máscaras, “desafiam continuamente” o bom funcionamento do corpo humano.

“Os efeitos fisiológicos adversos foram confirmados em um estudo com 53 cirurgiões em que uma máscara cirúrgica foi usada durante uma grande operação”, destaca o artigo. “Outro estudo entre 158 profissionais de saúde que usaram equipamentos de proteção individual principalmente máscaras N95 relatou que 81% desenvolveram novas dores de cabeça durante seus turnos de trabalho, uma vez que se tornaram obrigatórias devido ao surto de COVID-19”.

E acrescentou: “para aqueles que usaram a máscara facial N95 por mais de 4 horas por dia, a probabilidade de desenvolver uma dor de cabeça durante o turno de trabalho foi aproximadamente quatro vezes maior, enquanto 82,2 % dos usuários do N95 desenvolveram a dor de cabeça em ≤10 a 50 min [de uso]”.

Efeitos psicológicos do uso de máscaras

O estudo destaca que, psicologicamente, o uso de máscara facial tem efeitos negativos sobre o usuário e a pessoa próxima. “A conectividade humana básica por meio da expressão facial fica comprometida e a autoidentidade é, de certa forma, eliminada.”

“Esses movimentos desumanizadores apagam parcialmente a singularidade e individualidade da pessoa que usa a máscara, bem como da pessoa conectada”, aponta o artigo. “Conexões e relacionamentos sociais são necessidades humanas básicas, herdadas de maneira inata em todas as pessoas, ao passo que a redução das conexões entre humanos está associada a problemas de saúde física e mental.”

“A prática de longo prazo de usar máscaras faciais tem grande potencial para consequências devastadoras para a saúde. O estado hipóxico-hipercápnico prolongado compromete o equilíbrio fisiológico e psicológico normal, deteriorando a saúde e promove o desenvolvimento e a progressão de doenças crônicas existentes”, garante o estudo.

E concluiu: “as evidências científicas existentes desafiam a segurança e eficácia do uso de máscara facial como intervenção preventiva para COVID-19. Os dados sugerem que as máscaras faciais médicas e não médicas são ineficazes para bloquear a transmissão humano a humano de doenças infecciosas e virais, como SARS-CoV-2 e COVID-19, apoiando contra o uso de máscaras faciais. O uso de máscaras tem demonstrado ter efeitos fisiológicos e psicológicos adversos substanciais. Estes incluem hipóxia, hipercapnia, falta de ar, aumento da acidez e toxicidade, ativação do medo e resposta ao estresse, aumento dos hormônios do estresse, imunossupressão, fadiga, dores de cabeça, declínio no desempenho cognitivo, predisposição para doenças virais e infecciosas, estresse crônico, ansiedade e depressão. As consequências a longo prazo do uso de máscara facial podem causar deterioração da saúde, desenvolvimento e progressão de doenças crônicas e morte prematura.” 

Terça Livre


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