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Por Donato Heinen. Publicado em 09/06/2021 as 15:48:40

Parlamentares bolivianos trocam socos e chutes em assembleia; veja vídeo

Governistas afirmam que oposição foi responsável por armar um golpe para retirar Evo Morales da Presidência em novembro de 2019


Henry Montero (Creemos) e Antonio Colque (MAS) trocaram socos e chutes durante apresentação do ministro de Governo - EFE/Stringer

Um senador e um deputado da Bolívia trocaram socos e chutes durante sessão da Assembleia Legislativa Plurinacional (ALP) na noite de terça-feira, 9. A confusão aconteceu após uma fala do ministro de Governo, Eduardo del Castillo, que discursava sobre a prisão da ex-presidente interina Jeanine Áñez, acusada de sedição, terrorismo e conspiração pelo suposto golpe de Estado. Em novembro de 2019, o ex-presidente Evo Morales acabou renunciando em meio a denúncias de que ele teria fraudado as eleições para continuar governando de maneira ininterrupta até 2025, sendo que ele já estava no poder desde 2006. Após a renúncia de Evo, Áñez, no posto de segunda vice-presidente do Senado, assumiu interinamente a Presidência. O Movimento ao Socialismo (MAS) argumenta que a recente vitória de Arce demonstra que não houve fraude eleitoral na reeleição de Morales anos atrás e que, dessa forma, a gestão de Áñez foi um golpe de Estado.

“Em nosso país não houve fraude eleitoral e todas as pessoas ao redor (de Áñez) fizeram todo o possível para dar um golpe”, afirmou de Castillo, momentos antes da briga, segundo o jornal boliviano La Razón. A oposição, no entanto, acredita que a prisão de Áñez foi um ato de perseguição política. “Vocês querem esconder os crimes, vocês são cúmplices. Cúmplices, assassinos, cúmplices da corrupção, cúmplices do narcotráfico”, disse o ministro de Estado sobre os argumentos dos opositores. O senador Henry Montero do Creemos, partido do ex-candidato à Presidência Luis Fernando Camacho e atual oposição do governo, pediu respeito durante a sessão. Em seguida, Montero e o deputado Antonio Colque, do MAS, mesma legenda de Evo Morales e do atual presidente Luis Arce, começaram a se agredir, trocando socos e chutes. Do outro lado do Congresso, as deputadas Tatiana Áñez (Creemos) e Maria Alanoca (MAS) também se agrediram. De acordo com o El Diário, a sessão teve que ser suspensa por alguns minutos por causa das agressões. Após o término, Montero e Colque lamentaram suas ações e pediram desculpas aos colegas.

 

Jovem Pan


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