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Por Donato Heinen. Publicado em 12/08/2022 as 10:46:38

Frustração nos pênaltis, má atuação e futuro de 2022: a repercussão da eliminação do Inter na Copa Sul-Americana

Time perdeu nas penalidades para o Melgar e só terá o Brasileirão pela frente


Frustração no Beira-Rio após a derrota nos pênaltis (MIGUEL NORONHA / FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)

Os pênaltis. Sempre os pênaltis. Mais uma vez, o Inter caiu de uma competição continental nas penalidades. Depois de ser eliminado da Libertadores do ano passado, os colorados voltaram a decepcionar nos chutes da marca dos 11 metros. Diante do Melgar-PER, ficou no 0 a 0 nos 90 minutos e perdeu na disputa ao levar 3 a 1. O resultado eliminou a equipe de Mano Menezes da Copa Sul-Americana e restou apenas o Brasileirão até o fim do ano. 

E na competição nacional, a situação mostra o time no G-6, a zona de classificação para a Libertadores de 2023, mas apenas um ponto à frente do Atlético-MG, o sétimo, e 12 atrás do líder Palmeiras. 

Serão 17 jogos até o final de mais um ano para esquecer. O 2022 somou ao Melgar fracassos no Gauchão (quando caiu para o Grêmio da Série B) e para o Globo (que já foi eliminado da Quarta Divisão). A Sul-Americana era a última chance, na prática, para buscar um título e sair de uma fila que completou 11 anos sem conquistas relevantes — e seis sem nem mesmo levar o Estadual.

O insucesso na Copa Sul-Americana também pode ter significado o encerramento da história de Edenilson no Inter. Caiu sobre ele a marca da eliminação, tanto pela má atuação durante os 90 minutos quanto pela cobrança fraca, displicente e mal colocada, que facilitou a defesa de Cáceda, a primeira das três realizadas pelo goleiro peruano.

— Não é hora para discutir isso. O Inter tem de fazer as avaliações com base em coisas mais globais. Sentar, avaliar, ver a trajetória. Só não é hoje, não é justo fazer isso agora. Não vamos transferir para Edenilson ou qualquer outro a carga de ter sido eliminado nas penalidades — defendeu Mano Menezes.

O treinador tentou medir a tristeza pela eliminação:

— O tamanho da frustração do torcedor é o mesmo da nossa. Porque fomos nós que recuperamos a esperança e trouxemos de volta ao estádio. Costumo falar que quando falta alguma coisa é porque não estávamos preparados ainda para ser campeão — analisou Mano Menezes.

Sobre o fim das esperanças de conquistar o título, Mano disse:

— Quando se começa a temporada, se estabelecem algumas metas. Chego justamente porque essas metas não estavam sendo alcançadas. Quando cheguei, falava-se em jogar para não ser rebaixado no Brasileirão e estava quase fora da primeira fase da Sul-Americana. A equipe cresceu, estamos entre os sete do campeonato há bastante tempo. Vamos trabalhar para manter o que fazemos, por mais dura que seja a eliminação. A hora exige equilíbrio para achar que nem tudo está errado, assim como nas vitórias nem tudo está certo.

Sobre o jogo em si, o Inter lamentou não ter conseguido impor um ritmo de mais cara de decisão, como fizera contra o Colo-Colo, na fase anterior. O estádio lotado não chegou a se empolgar com uma atuação até de certa forma apática em uma partida tão importante para a temporada.

 — Tivemos oportunidades no primeiro tempo, volume, tentamos nos impor dentro da nossa casa. Infelizmente, não conseguimos concluir com gols. É difícil quando se joga com um a menos nesse nível. Tentamos nos superar de todas as maneiras. Infelizmente, não conseguimos nos pênaltis — declarou Alan Patrick.

No domingo, o Inter volta ao Beira-Rio para dar sequência ao ano. O adversário é o Fluminense, oponente direto na briga por uma vaga à Libertadores. A partida, de certa forma, é um começo para a próxima temporada. 


GZH


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