Notas e Apartes 1.639
Master – A extinção do Banco Master pelo BC por fraudes no mercado financeiro já foi amplamente noticiada. Mas, a cada semana, novos capítulos são acrescidos ao escândalo. A imprensa divulgou que o ministro tirano, que manda e desmanda no país, manteve pelo menos quatro contatos – três por telefone e um pessoal – com o presidente do Banco Central para interceder em favor do Master. Por uma dessas coincidências que acontecem só no Brasil, a mulher desse ministro, titular de um escritório de advocacia, mantém contrato de prestação de serviços com o dono do Master, no valor total de R$ 129 milhões, ou R$ 3,6 milhões por mês.
Aumento – O patrimônio pessoal da esposa de Alexandre de Moraes cresceu 232% em apenas um ano. Passou de R$ 24 milhões para 79,7 milhões de reais. Mera coincidência. Também coincidentemente, no dia 22 de setembro, Viviane Barci de Moraes registrou um novo escritório de advocacia em Brasília. Objetivo foi burlar as sanções da Magnitsky aplicadas no mesmo dia por Trump ao Lex Instituto de Estudos Jurídicos.
Impeachment – A atuação do ministro Alexandre de Moraes em favor do Master constitui prática ilegal de advocacia administrativa, prevista no Código Penal. “Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública, valendo-se da qualidade de funcionário:” O deputado federal Marcel Van Hattem e o senador Eduardo Girão, ambos do Novo, estão colhendo assinaturas para mais um pedido de impeachment contra o ministro e a proposição de uma notícia-crime no Ministério Público Federal. Mas, como estamos no Brasil e o STF se acha acima da lei, dificilmente os pleitos vão prosperar.
Justificativa - Ontem, Moraes rompeu o silêncio e divulgou nota informando que os contatos com Gabriel Galípolo foram para tratar de assuntos relacionados com a Lei Magnitsky. Acredite quem quiser. Como ambos não têm como negar o encontro, divulgaram essa falácia. A narrativa não se sustenta. As sanções da Magnitsky foram aplicadas ao ministro após a data da reunião, conforme noticiado pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo. Chama atenção o fato de jornalistas da Globo divulgarem essa ligação entre o ministro, o presidente do BC e o Banco Master. Seria um sinal de que o Sistema pode estar largando a mão de Moraes? Não nos iludamos. Os jornalistas da Vênus Platinada só fazem o que o Sistema permitir. O tempo dará a resposta.
Objetivo maior – O Sistema age nas sombras. E o maior objetivo foi alcançado: impedir Jair Bolsonaro de ser candidato em 2026. Mas essa gente subestimou o bolsonarismo, que continua muito ativo e presente na vida política do país mesmo com seu líder maior preso. O Sistema vai apostar novamente suas fichas em alguém que se submeta aos seus desejos. Nesse quesito, Lula continua como o ficha um. Por enquanto. Mas o Sistema pode, a qualquer momento, optar por outro candidato.
Ética – Em qualquer país civilizado do mundo se exige o mínimo de ética de quem ocupa cargos, principalmente majoritários, nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Mas, no Brasil, a sociedade está anestesiada depois de tantos escândalos que vêm ocorrendo durante os últimos anos. As pessoas perderam a capacidade de indignação.
Motivos – As pessoas de bem se perguntam por que chegamos a esse ponto. Uma das razões reside no próprio seio popular. De modo geral, o povo é muito imediatista, quer resolver seus próprios problemas em primeiro lugar. E logo, sem se preocupar com a sociedade como um todo. E essa mentalidade influi diretamente no resultado das eleições, onde o eleitor escolhe aquele que acredita possa atender seus pleitos. Por isso, quem faz promessas mirabolantes tem a preferência do eleitorado em detrimento daquele que se propõe a encaminhar soluções capazes de fazer o país progredir e, com isso, melhorar as condições de vida da sociedade como um todo.
Conluios – Os maus eleitores escolhem políticos à sua semelhança. O que leva grande parcela da população a encarar as falcatruas, a corrupção e a malversação da coisa pública como algo natural. Como os maus políticos são maioria, os conluios são inevitáveis. Assim, os políticos mal-intencionados sentem-se à vontade para aumentar cada vez mais as falcatruas. Como num círculo vicioso, A está com o rabo de B preso. Este prende o de C e assim por diante. Dessa forma, eles se mantêm no poder ad aeternum.
Eleições – Em 2026, os eleitores terão a oportunidade de resolver, pelo menos em parte, as mazelas que nos afligem. E a melhor forma é eleger políticos – especialmente no Poder Legislativo – realmente comprometidos com a causa pública. Principalmente quem não tem processos na Justiça que o impeça de atuar livremente. Lembre-se: se você elege um corrupto, também é responsável pela corrupção.
Lulinha – Apelidado de Ronaldinho dos Negócios pelo pai, Fábio Luís, o Lulinha, reapareceu no noticiário quando Lula assumiu pela terceira vez a Presidência da República. A referência a ele em uma agenda apreendida pela PF compromete Lulinha ainda mais no caso das fraudes bilionárias no INSS. A apuração envolve a empresária e lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís, acusado de receber mensalmente R$ 300 mil em propina. Enquanto isso, Lula, em mais uma declaração demagógica, disse que ninguém está acima da lei e que qualquer pessoa citada será investigada, inclusive familiares. Mas, na prática, a tropa de choque do PT impediu a convocação de Lulinha para depor na CPMI das fraudes no INSS. Assim como blindou o tal Frei Chico, irmão de Lula, na mesma comissão de investigação.
Novo ministro – O adiamento da nomeação do advogado petista Jorge Messias, o Bessias, foi jogo de cena. O objetivo é esperar a situação se acomodar. Assim que todos os integrantes do Sistema tiverem seus interesses atendidos, Bessias será ungido pelo Senado como novo ministro do Supremo.
Nervosinho – Conhecido por seus arroubos autoritários contra qualquer coisa que o contraria, Lula se irritou com falhas no sistema de som na solenidade de inauguração da nova ponte ligando Brasil e Paraguai e abandonou o palco.
Intervenção – Durante reunião do Mercosul, Lula disse de forma indireta que a intervenção armada dos EUA na Venezuela seria uma catástrofe. Presidente da Argentina, Javier Milei defende pressão de Donald Trump contra a ditadura venezuelana. Alguém precisa informar Lula que catástrofe é seu governo apoiar o ditador Nicolás Maduro, que deixou milhões de venezuelanos na miséria.
Natal – Um feliz e abençoado Natal a todos, em especial àqueles que acompanham a coluna semanalmente.
Donato Heinen


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