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Por Donato Heinen. Publicado em 28/01/2026

Notas e Apartes 1.644

Dia 28-1-26 – Coluna publicada em GSRN

                           

Caminhada – Iniciada em Paracatu, interior de Minas Gerais, na segunda-feira (19), a caminhada praticamente solitária encabeçada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG) se tornou gigante. Aos poucos, mais políticos e pessoas comuns do povo se juntaram ao movimento denominado Acorda, Brasil! Na chegada em Brasília, no domingo (25), sob forte chuva, depois de sete dias, percorrendo cerca de 250 km, os caminhantes se juntaram a dezenas de milhares de manifestantes na Praça do Cruzeiro.

  Público - O público foi estimado em 18 mil pessoas pela USP e entre 50 e 100 mil pela Polícia Militar do DF. Ao que tudo indica, a mobilização iniciada por Nikolas surtiu efeitos. Foi um passo decisivo para o povo acordar e voltar a ocupar as ruas das grandes cidades do país com manifestações contra a corrupção, a tirania do STF e a falta de segurança, entre outros problemas que afetam milhões de brasileiros.

Raio – Uma descarga elétrica ocorreu no domingo na Praça do Cruzeiro. A mão divina não permitiu que o raio atingisse diretamente o público. Mas dezenas de pessoas que estavam próximas às grades instaladas no local sofreram lesões, foram socorridas e receberam atendimento médico. Os deputados federais do PT Lindbergh Farias (RJ) e Rogério Correia (MG) protocolaram notícia de fato à Procuradoria-Geral da República contra o deputado Nikolas Ferreira, solicitando investigação por “exposição da vida a perigo direto e iminente”, “lesão corporal dolosa” e “omissão penalmente relevante” devido a descargas elétricas. Os parlamentares também acusam Nikolas de ter agido com dolo eventual. Como Nikolas é de direita, tudo indica que a PGR dará seguimento à ação. Ao contrário de outras que envolvem políticos de esquerda. A parcialidade da PGR beira o ridículo.

  Críticas - Por uma dessas coincidências que ocorrem só no Brasil, na sexta-feira (23), em evento em Maceió, Lula disse que “por falta de vergonha na cara” há quem defenda o responsável por um desfalque de mais de R$ 40 bilhões no país. Ele não citou Vorcaro. Não foi necessário. Ficou claro que Lula quer descolar sua imagem do escândalo do Banco Master em ano eleitoral. Vai conseguir? Como a maior parte de seu eleitorado é constituído de pessoas mais humildes e que se informam pela velha mídia, capitaneada pela Globo, a chance é grande.

Almoço – Em mais um evento fora da agenda oficial, ocorrido neste mês de janeiro, Lula almoçou com o ministro Alexandre de Moraes em meio à crise do Master. A informação foi obtida pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, com três fontes do governo e do Judiciário. Como o escândalo do Master está chegando cada vez mais perto do quintal do governo, Lula está atuando nos bastidores para estancar a sangria e tentar evitar mais prejuízos à sua candidatura à Presidência. Mas parece que nem a velha mídia mamateira está muito a fim de colaborar para varrer mais esta sujeira para debaixo do tapete.

Mansão – Outra publicação do Metrópoles, na coluna assinada pela jornalista Andreza Matais, afirma que o ministro tirano esteve pelo menos duas vezes na mansão do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, no primeiro semestre de 2025. O então dirigente do Banco Regional de Brasília Paulo Henrique Costa foi apresentado a Moraes. Embora relatado por quatro pessoas, o ministro nega o encontro. Como se sabe, o BRB estava em negociações adiantadas para comprar o Master, mas o corpo técnico do BRB deu parecer contrário.

Falcatruas – Assim como ocorreu nos governos anteriores de Lula, neste terceiro mandato as falcatruas continuam. Depois de se aposentar no STF, Ricardo Lewandowski prestou serviços de “consultoria” ao Banco Master recebendo 250 mil reais por mês. Ao ser nomeado ministro da Justiça e Segurança, em janeiro de 2024, Lewandowski continuou vinculado ao Master, recebendo pagamentos até setembro de 2025. As informações foram reveladas pela jornalista Andreza Matais, do site Metrópoles. Embora tenha sido noticiado pela imprensa à época, o governo Lula disse que não sabia do contrato de Lewandowski com o Banco Master. Como estamos no Brasil e considerando que o Sistema protege os seus, vai ficar tudo por isso mesmo.

Corporativismo – Apesar das evidências do escândalo envolvendo pelo menos um ministro do Supremo no caso Master, o presidente do STF, Edson Fachin, emitiu nota em defesa da instituição dizendo que divulgar as falcatruas é um ataque ao Supremo e à democracia. Contestar a investigação da imprensa dizendo que é uma narrativa falaciosa serve para blindar o STF. Na mais alta Corte do país o corporativismo tenta esconder a verdade da população.

PGR – A procuradoria-Geral da República foi acionada pelo deputado estadual Guto Zacarias (União-SP) para investigar se houve tráfico de influência e infrações à Lei de Conflito de Interesses na contratação do então ministro Lewandowski pelo Master. Resta saber quantos dias a PGR vai levar para pedir o arquivamento da representação.

Toffolão – O brasileiro é criativo. Depois do Mensalão (no primeiro mandato de Lula) e do Petrolão (segundo governo), o povo já apelidou de Toffolão o novo escândalo que envolve políticos dos Três Podres Poderes, capitaneado pelo Banco Master e pelo Resort Tayayá, ambos tendo o ministro Antônio Dias Toffoli no centro do furacão.

Dinheiro público – Reportagem do Metrópoles apurou que, desde dezembro de 2022, o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito do caso Master, esteve 168 dias no Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR). Os gastos com diárias dos agentes de segurança durante essas viagens somam cerca de R$ 548,9 mil, pagos com dinheiro público. O resort também abriga um cassino e está no centro de um escândalo que envolve a atuação de Toffoli no caso do Master.

Endereço – O Resort Tayayá fica na Estrada do Laranjal, em Ribeirão Claro (PR). Nada mais sugestivo. O Metrópoles investigou e descobriu que os irmãos do ministro Toffoli – um engenheiro e um padre –, que constavam como proprietários do empreendimento de luxo, eram o que se chama de “laranjas” no jargão popular. De acordo com informações de funcionários do Tayayá, o ministro Toffoli é tido no resort como o verdadeiro dono do empreendimento. A empresa Reag, investigada no STF por fraudes envolvendo o Banco Master, comprou a participação dos irmãos do ministro no resort. Como o papel aceita tudo, é fácil registrar qualquer documento.

Palestra – Um verdadeiro show a palestra do empresário Otelio Drebes realizada no Clube Serrano na noite de ontem. Cerca de 700 pessoas participaram e foram agraciadas com jantar oferecido pelo próprio palestrante. Um evento inédito para Santo Cristo. Drebes relatou fatos que marcaram sua carreira desde os seis anos de idade.

  Donato Heinen

 
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