Tragédias previstas na água
A cultura grega influenciou a romana. E, a romana, todo nosso mundo ocidental. Uma das lendas gregas que ainda hoje é lembrada é a do Fio de Ariadne. Um jovem grego foi mandado a Creta, como parte do tributo anual devido pelos gregos ao rei da ilha. Lá eram sacrificados a um monstro, Minotauro, em uma profunda caverna, onde perdiam o rumo em seus labirintos. Ariadne, a filha de um destes reis, se apaixona por um destes gregos, Teseu. Dá-lhe uma adaga e um novelo de lã, que ele deve ir desenrolando, à medida que entra pelos labirintos. Teseu consegue matar o monstro e retorna, graças ao caminho do fio que fora soltando pelo chão. O mito passou a história como o Fio de Ariadne. Leva a muitas conclusões. A primeira delas é que devemos agir com prudência, com prevenção, para evitar riscos futuros.
Exatamente o que nem sempre ocorre no Brasil nos meses de verão. Adultos que entram mar adentro sem obedecer aos sinais do perigo de repuxo. Maus nadadores que confiam em vencer as ondas. Crianças que nadam sozinhas em piscinas que nem são tão profundas. Brincadeiras simulando afogamento. Ou demonstrações de quem fica mais tempo sem respirar embaixo da água. Nada de maior, não fora o imprevisto. Que começa com um descuido, uma falta de atenção e, no desenrolar do fio, vira uma tragédia.
Todo o ano a água cobra vidas. De adultos e crianças. E quase sempre a imprudência está presente. Tive um amigo que, sem saber nadar, se afogou ao tentar salvar o filho no mar. Piscinas públicas, controladas por salva-vidas que, em um instante, veem alguém afogado. Piscinas particulares, onde crianças fogem dos olhos dos pais ou responsáveis e perdem a vida de maneira estúpida, sem sentido. Tragédias anunciadas.


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