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Por Donato Heinen. Publicado em 12/03/2026

Notas e Apartes 1.650

Dia 11-3-26 – Coluna publicada em GSRN


  Escândalos – O número de escândalos relacionados à corrupção em todos os níveis cresce no país. Na última semana, foi revelado o envolvimento de um ministro da mais alta esfera do Judiciário. Com a nova prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, foram divulgadas pela imprensa, em especial o jornal O Globo, mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, no dia 17.11.25, data da primeira prisão do banqueiro. Moraes negou as mensagens, mas seu número aparece nos dados coletados pela Polícia Federal em um dos telefones do banqueiro já periciados.

Subterfúgio – Para tentar evitar que o conteúdo de suas mensagens via WhatsApp fosse descoberto, Vorcaro e o ministro Moraes usaram de um subterfúgio. Como o aplicativo possui ferramenta que possibilita que uma mensagem seja vista uma única vez – recurso só disponível para mensagens impressas – ambos digitavam o conteúdo no bloco de notas do celular, faziam um print e o enviavam para ser visto uma única vez. Moraes negou ter remetido as mensagens a Vorcaro, mas foi desmentido. Um software usado por peritos da Polícia Federal conseguiu resgatar o conteúdo do aparelho de Daniel Vorcaro. Em meio a isso tudo, o ministro Moraes trocou o número do celular. De acordo com o jornalista Lauro Jardim, a substituição ocorreu no dia 9 de fevereiro.

Desmentido – Moraes disse que as mensagens teriam sido destinadas por Vorcaro à mulher do ministro, mas ele foi desmentido pela própria esposa. Cada nota divulgada por Moraes, ou pelo Supremo em seu nome, é seguida de mais detalhes publicados pelos jornalistas Lauro Jardim e Malu Gaspar, ambos do grupo Globo, desmentindo as versões oficiais. O manual do bom jornalismo ensina que não se deve usar toda munição de uma só vez.

Suicídio – Um capanga de Vorcaro, conhecido pelo apelido Sicário, foi preso junto com o ex-banqueiro. Sicário – de acordo com a PF – cometeu suicídio em suas dependências em São Paulo. O capanga fazia o serviço sujo para Vorcaro, que ordenou que simulasse um assalto e quebrasse todos os dentes do jornalista Lauro Jardim. O que não se consumou. Os vazamentos destas informações assustaram altas autoridades dos Três Poderes, em Brasília. Em mensagem para a namorada, o banqueiro relatou que “sofreu uma extorsão bem chata em Brasília”. Uma eventual delação premiada de Daniel Vorcaro é a pá de cal que falta para desmascarar os corruptos relacionados ao caso Master. Resta saber se Vorcaro ficará vivo para contar tudo que sabe.

Acesso – Quatro meses antes de ser preso no Aeroporto de Guarulhos, em 17.11.25, quando pretendia sair do país, Vorcaro teve acesso, através de Sicário, a investigações sigilosas que tramitavam contra ele no Ministério Público Federal.

Relatoria – A pressão popular, e de uma parte significativa da mídia, fez com que o ministro Dias Toffoli fosse destituído da relatoria do caso Master, que passou para o ministro André Mendonça, nomeado ao STF por Bolsonaro. Mendonça está dando liberdade à Polícia Federal para investigar, ao contrário do que ocorria quando Dias Toffoli era relator do processo. Considerando que o sistema age nas sombras, Mendonça precisa reforçar a segurança pessoal e a de seus familiares. Todo cuidado é pouco quando se mexe com criminosos de alta periculosidade.

Inquérito – Se essas mensagens tivessem sido trocadas entre pessoas comuns do povo, ligadas à direita, certamente elas seriam investigadas pelo ministro Moraes. Mas não dá pra perder a esperança. Quem sabe o ministro, num lampejo de sinceridade, determina sua própria inclusão no inquérito das fake news. Assim, ele seria réu, investigador e julgador, condenando a si mesmo a penas equivalentes às dos réus do suposto golpe de Estado do dia 8 de janeiro de 2023...

Repercussão – O possível envolvimento de ministros – como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes – em atos de corrupção repercutiu em vários países mundo afora. Em qualquer nação civilizada onde se aplicam as leis, ministros que praticassem tais atos já teriam sido processados, julgados, condenados e afastados de seus cargos. Mas como estamos em um país onde a Constituição e as leis só se aplicam aos cidadãos comuns, dificilmente haverá punições. 

Contrato – Decorridos três meses da publicação, pela jornalista Malu Gaspar, da notícia sobre o contrato celebrado pelo então dono do Banco Master com o escritório da família do ministro Moraes, a esposa, advogada Viviane Barci de Moraes, publicou nota com dados sobre a contratação. O valor do contrato é de R$ 3.646.529,77 mensais, durante 36 meses, totalizando R$ 131.275.071,72. Deste valor, foram pagas 22 parcelas, perfazendo R$ 80.223.654,94. O valor representa quase 80 vezes mais do que os aplicados por outros escritórios pelo mesmo tipo de serviço.

  Nota à imprensa - O escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados disse em nota à imprensa que realizou 81 reuniões presenciais e 13 por videoconferência, totalizando 267 horas. Além disso, emitiu 36 pareceres e opiniões legais e, para atender às demandas, outros 15 profissionais participaram dos processos do Banco Master. A advogada Viviane esclarece que os serviços prestados ao Master não têm qualquer relação com o STF, onde o esposo é um dos ministros. Sim, sim, todos acreditam que isso é a mais pura verdade.

Terrorismo – O governo dos EUA disse que vai classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, mesmo contra a vontade do presidente Lula. Com isso, faccionados do PCC e do CV presos nos EUA receberão penas mais duras e poderão ser transferidos para um presídio linha-dura em El Salvador. “O objetivo é minar todos os eixos que dão sustentação a essas organizações”, disse um integrante do governo dos Estados Unidos.

Balela – Ao não definir o PCC e o CV como organizações terroristas, mais uma vez o governo Lula é desmascarado dizendo que vai combater o narcotráfico no Brasil. Lula é contra por temer que isso sirva de justificativa para os EUA realizarem ações militares no Brasil sem o aval do Palácio do Planalto. 

Irã – Na segunda-feira, Donald Trump disse que atacaria o Irã com ofensiva 20 vezes mais forte se o governo iraniano continuar bloqueando a passagem de navios no estreito de Ormuz. A obstrução da passagem de navios – principalmente petroleiros – fez o preço do petróleo aumentar em todo mundo. Ontem, o barril de petróleo do tipo brent chegou a picos acima de cem dólares. No Brasil, ao menos por ora, a Petrobras ainda não reajustou os preços dos combustíveis.

Donato Heinen

 
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