Banner Tchê Milk - 14-10-22Supermercado Kramer - 8-2-23VALUPI Fitness Academia
Por Donato Heinen. Publicado em 06/05/2026

Notas e Apartes 1.658

Dia 6-5-26 – Coluna publicada em GSRN

Messias – Como já foi exaustivamente noticiado, e para surpresa de quase todos, o advogado-geral da União, Jorge Messias, mais conhecido como Bessias, teve seu nome recusado pelo Senado para o Supremo Tribunal Federal. Foram 42 votos contra e apenas 34 a favor: Brasil 42 x 34 Lula. Eram necessários no mínimo 41 votos. Desde 1894, isso não ocorria no Brasil. Há 132 anos, portanto. Durante o governo do marechal Floriano Peixoto, o Senado rejeitou cinco nomes: Barata Ribeiro, Innocêncio Galvão de Queiroz, Ewerton Quadros, Antônio Sève Navarro e Demosthenes da Silveira Lobo.

Rejeição - Foi uma espécie de impeachment preventivo. Bessias foi rejeitado por motivos políticos. Mas, na verdade, deveria ter sido desaprovado por questões técnicas. Seus conhecimentos sobre Direito deixam muito a desejar. Ele também tem sérios problemas com o vernáculo pátrio. Suas falas são pobres em termos de vocabulário, assim como seus textos. Bessias não preenche as condições exigidas pela Constituição para ser ministro do STF, como notável saber jurídico e conduta ilibada (vide atuação na AGU).

 

Nova indicação – O STF está com um ministro a menos desde que Luís Roberto Barroso pediu aposentadoria antecipada com receio das sanções da Lei Magnistsky. Como já referi, o nome de Jorge Messias foi rejeitado pelo Senado na última quarta-feira. Esta semana, a imprensa noticiou que Lula pretende indicar novamente o nome de Bessias ao STF. O presidente estaria avaliando o melhor momento para fazer a nova indicação. O que faz Lula acreditar que desta vez o indicado seja aprovado? Difícil de entender esta insistência. Resta saber como Bessias reagirá a essa possível nova indicação depois de ser humilhado com a rejeição após decorridos 132 anos sem que um nome tenha sido reprovado pelo Senado para o cargo.

Endividamento – De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), 80,4% das famílias brasileiras estão endividadas. O índice é recorde. Era de 70% no primeiro ano do atual governo. Para tentar minimizar o endividamento, o governo Lula lançou o Desenrola II. É mais um tiro que sairá pela culatra. O Desenrola I resultou em um número ainda maior de famílias endividadas. O grande erro de Lula foi incentivar o consumo desenfreado da população. Com isso, pretendia gerar desenvolvimento. Mas qualquer aluno do primeiro ano de Economia ou de Administração sabe que desenvolvimento na base do consumo gera endividamento e inflação. Na verdade, é mais uma medida eleitoreira, cuja denominação deveria ser TE ENROLA.

Repercussão – O endividamento recorde da população brasileira repercutiu na imprensa mundial. Manchete do jornal El País, da Espanha: “O Brasil e seus 81 milhões de devedores, um país de famílias afogadas em dívidas”. Já o Valor Internacional, disse que o endividamento das famílias atingiu recorde histórico em abril, comprometendo em torno de 29,7% da renda familiar com o pagamento de dívidas. O Brasil voltou...

  Muletas – Depois de quebrar uma perna da população com sua política desastrosa na economia, o governo Lula editou o Desenrola I, oferecendo um par de muletas aos endividados, que se arrastaram ao longo dos últimos anos com a corda no pescoço. Mas com os juros nas alturas, déficit de dezenas de bilhões de reais nas contas públicas, criação de mais impostos e outros tributos, o governo federal quebrou mais uma perna do consumidor. Agora, com o Desenrola Brasil II, está oferecendo mais um par de muletas, empurrando milhões de famílias para o crédito fácil e o consumo imediato, após renegociar dívidas antigas.

Capacidade – Em discurso na segunda-feira, Lula disse com orgulho: “É muito bom que o povo tenha capacidade de se endividar.” Ao mesmo tempo em que cria um programa para tentar ajudar os endividados, Lula celebrou a capacidade do povo de se endividar. O discurso de Lula está ultrapassado, obsoleto. A melhor forma para o povo superar o endividamento é ter um emprego digno, pagar menos impostos e ter um governo que gaste menos que arrecada.

IBGE – Márcio Pochmann foi nomeado por Lula para presidir o IBGE e maquiar as estatísticas e os índices de inflação. Isso já foi denunciado por vários técnicos do instituto. Outra especialidade do IBGE é publicar o mapa mundi de ponta-cabeça. Medida adotada novamente esta semana, colocando o Brasil no centro do mundo.

Rombo – Entre abril de 2025 e março deste ano, o déficit nominal acumulado das finanças públicas do Brasil foi de R$ 1,218 TRILHÃO, o maior desde 2002, início do registro dos dados pelo Banco Central. O rombo apresenta crescimento ininterrupto há nove meses. O peso dos juros da dívida pública do governo federal é o motivo principal. Além disso, o déficit primário – sem computar os juros da dívida pública – somou R$ 137,1 BILHÕES no mesmo período. Isso é mais que o dobro do mesmo período do ano anterior, quando o rombo do governo Lula foi de R$ 52,8 BILHÕES.

Estatais – No governo Bolsonaro, as empresas estatais apresentaram lucro em plena pandemia de corona vírus. Em 2023, Lula disse que o Brasil voltou. Sim, voltou o Brasil da corrupção, do aparelhamento da máquina pública, da ineficiência administrativa e do rombo cada vez maior nas contas públicas. Enquanto isso, Lula, a primeira-dama e os amigos do rei viajam pelo mundo gastando bilhões de reais do suado dinheiro do povo.

Absurdo – Neste ano eleitoral, o governo Lula vai abrir ainda mais a porteira de benefícios eleitoreiros, fazendo caridade com o chapéu do povo. É o caso do Bolsa Família. Pasme, leitor. Em março deste ano, 34 mil beneficiários do programa receberam valor superior a um salário mínimo – R$ 1.621,00. O cidadão Everton de Melo, do Amazonas, foi o campeão. Recebeu R$ 3.938,00 em um mês. Já o valor pago a Deborah Fernandes, de Nova Iguaçu (RJ), foi de R$ 3.906, e Maria dos Reis, de Capitão Andrade (MG), recebeu R$ 3.798. Ao todo, 24 pessoas foram beneficiadas com valores acima de R$ 3 mil. Para que trabalhar se o governo repassa a esse pessoal valores maiores do que receberiam trabalhando, usando dinheiro de quem trabalha? Os dados são do Ministério do Desenvolvimento Social.

Jovens – A maioria dos jovens entre 16 e 24 anos rejeita o presidente Lula, segundo pesquisas recentes. Bianca Borges, presidente da UNE, disse que o governo Lula está desconectado da juventude. “Lula não tem sequer celular”, enfatizou.

Moraes – A esquerda elogia o ministro Alexandre de Moraes pelas decisões absurdas e inconstitucionais contra políticos e outras pessoas de direita. Mas o PT já foi um grande crítico do ministro. Em 17 de maio de 2016, por exemplo, em sua página oficial no Twitter, o PT publicou: “Alexandre de Moraes advogou para o PCC e maquiou dados de letalidade policial. Veja aqui: bit.ly/1TFnvqN”;

Donato Heinen

 

 
Representações BirckFiltros EuropaComercial Ótica Santa Rosa - RodapéÓtica Schaefer - Rodapé
Ótica Schaefer - RodapéComercial Ótica Santa Rosa - RodapéFiltros EuropaRepresentações Birck