Notas e Apartes 1.664
Viagem – Cheguei a Orlando, Flórida, Estados Unidos, na quarta-feira (10) à tarde, com voo da Latam partindo de Porto Alegre e conexões em Santiago do Chile e Bogotá. Foi uma longa viagem, mas a diferença de preço em relação a um percurso semidireto compensa. Nosso filho Ricardo Augusto e sua esposa, Emily Santana de Oliveira, baiana de Salvador, me recepcionaram no aeroporto. Estou hospedado em Orlando, no apartamento onde eles residem junto com os pais dela, Edielson e Jacqueline, a quem agradeço imensamente pela gentileza e excelente receptividade.
Copa – Na segunda-feira, viajei de carro até Miami, distante cerca de 500 km daqui, para assistir o jogo do Uruguai contra a Arábia Saudita pela Copa do Mundo. O empate em um gol frustrou a torcida uruguaia, já que a Celeste Olímpica merecia a vitória. O público pagante foi de 62.764 torcedores. Nesta quarta, sigo para Atlanta, capital da Geórgia, que fica a 800 km daqui, para ver o jogo entre República Checa e África do Sul.
Frustração – Por falar em frustração, o torcedor brasileiro também não gostou do empate contra o Marrocos no último sábado, em Nova Jersey. A decepção não foi apenas dos 80.663 torcedores presentes ao estádio, mas também daqueles que acompanharam o jogo pela TV, no Brasil e no mundo.
Ingressos – Como já comentei, os ingressos para a Copa estão caríssimos. A reclamação é geral. O bilhete de segunda-feira me custou cerca de R$ 1.700,00, enquanto o de amanhã em torno de R$ 1 mil. Já o ingresso mais barato – ou menos caro – de uma partida do Brasil é o de sexta-feira, contra o Haiti. Há cerca de um mês, quando tentei comprar, o valor era de R$ 3.300,00. É muito dinheiro para ver o confronto entre o maior campeão do mundo contra uma seleção de quinta categoria da América Central.
Ampliação – A FIFA resolveu aumentar de 32 para 48 o número de países da Copa do Mundo deste ano. Foi para que a torcida visse novos grandes confrontos do futebol mundial? Não! É tudo por interesses financeiros. Qual a relevância no contexto do futebol mundial ter a participação de seleções como as do Haiti, Curaçao, Cabo Verde, Congo e Uzbequistão, entre outras? Dos 48 países participantes da Copa conheço apenas 37. Mas entre os 11 faltantes, tem vários que ainda pretendo visitar.
Favoritos – Possivelmente, o Brasil continuará sendo o único pentacampeão de futebol do mundo. A França, uma das favoritas deste ano, tem apenas dois títulos. Já Portugal nunca conquistou a Copa do Mundo. O país é apontado como um dos favoritos. Segundo teorias de conspiração, o título dos portugueses estaria em gestação, nos bastidores, para o craque Cristiano Ronaldo ter o título em sua carreira. Em minha opinião, o Brasil não estará entre os melhores classificados.
Estradas – As rodovias dos Estados Unidos estão entre as melhores do mundo. Tudo é feito com qualidade e a manutenção é constante. Entre Orlando e Miami, não encontrei um buraco sequer. A sinalização também é excelente, tanto a vertical quanto a horizontal. Para os menos atentos, parece que a fiscalização rodoviária não existe porque não há ao longo das rodovias unidades da Polícia Rodoviária, como temos no Brasil. Mas as autoridades de trânsito estão em todas as cidades e em poucos minutos aparecem nas estradas para atender um acidente ou fiscalizar aleatoriamente algum motorista.
Pedágio – Na viagem a Miami, optei por rodovias não pedagiadas. Demorou um pouco mais, mas economizei em torno de R$ 170,00 em pedágio. A qualidade da pavimentação nestes trechos é praticamente a mesma das vias expressas.
Combustíveis – Assim como ocorreu no Brasil e na maior parte do mundo, aqui os preços da gasolina e do diesel subiram bastante nos últimos meses, embora os EUA sejam grandes produtores e exportadores de petróleo. Mas ao longo dos últimos dias, a gasolina vem baixando de valor. Ontem, os preços mais baratos aqui na região estavam em torno de R$ 5,15 o litro.
Conflito – Como se sabe, o preço do barril de petróleo chegou a cerca de 120 dólares nos piores momentos da guerra entre EUA e Israel contra o Irã. O acordo para suspender as hostilidades por 60 dias, intermediado pelo Paquistão e o Catar, anunciado na segunda-feira e que deverá ser formalizado na Suíça nos próximos dias, prevê a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo produzido em nível mundial.
Estadão – Lula quebra o Brasil para se reeleger, diz manchete do jornal Estadão do dia 9 deste mês. O subtítulo: “Petista usa truques contábeis para esconder o aumento cavalar de despesas, lembrando as malfadadas pedaladas fiscais de Dilma”. O (des)governo Lula 3 consegue ser pior que Dilma 2. Neste ano de eleições, as principais empresas estatais sob Lula aumentaram os patrocínios e o valor dos contratos chega a R$ 1,6 BILHÃO. Afora o rombo histórico nas contas públicas, que só aumenta, embora a arrecadação de tributos seja a maior de todos os tempos. Enquanto isso, o governo Lula corta verbas e o Exército suspende ação contra crime organizado na fronteira.
Inflação – O que também está em alta é a inflação, projetada em 5,11% para este ano. Os juros da taxa Selic estão em 14,5%, podendo sofrer alterações na reunião do Copom desta quarta-feira. Se não mantiver a Selic em alta, o governo terá dificuldades para que os investidores continuem comprando seus papeis para rolar a dívida pública. Nos três mandatos de Lula e nos dois de Dilma, os rentistas sempre se deram bem. Principalmente os grandes bancos, que praticam uma espécie de agiotagem oficial.
Prisão – A designação do Primeiro Comando da Capital e do Comando Vermelho como organizações terroristas resultou na prisão do brasileiro Felipe Lunares Aquila, apontado como ex-chefe do PCC e do CV. Aquila foi preso no Estado do Novo México, EUA, quando tentava fugir para o México. Com tantos países no mundo para se esconder da polícia, ele escolheu justamente os Estados Unidos! Ainda bem que Aquila foi burro o suficiente para cometer este erro primário.
Chefe - Enquanto isso, em evento com empresários, Flávio Bolsonaro disse que Lula parece “chefe do PCC”. Como se sabe, Lula é contra a classificação destes grupos como terroristas, enquanto Flávio é amplamente favorável. Por outro lado, ignorando investigação criminal, a ANP autorizou empresa ligada ao PCC a aumentar tancagem em dutos no Paraná. Está cada vez mais claro quem defende bandido e quem quer combater o crime organizado.
Zema – A demagogia do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema continua. Esta semana, em mais uma entrevista, ele criticou novamente Flávio Bolsonaro por ter solicitado a Daniel Vocaro dinheiro para financiar o filme Dark Horse, sobre a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O próprio Partido Novo, pelo qual Zema é pré-candidato à Presidência, está de saco cheio com o ex-governador. O Novo de Santa Catarina “desconvidou” Zema de um evento do partido no Estado marcado para o início de julho.
Donato Heinen (De Orlando, Fl., EUA)


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