STF: caso de polícia
Qualquer brasileiro conhece a situação. Em uma conversa, alguém fica sabendo de um fato estarrecedor de corrupção. Via comissões, presentes, viagens, proteção ilegal, sempre redundando em prejuízo para o Brasil. A resposta do interlocutor é: “Mas isso é caso de polícia!” E é. Desde que se confie na polícia. Mas estamos em um caso de mega corrupção, com comissões via honorários advocatícios, presentes, incluindo festas com mulheres europeias, viagens em jatinhos particulares etc. E que os recebedores vão de ministros do STF a senadores, deputados e altos cargos federais. Aí ficamos desconfiados e tementes.
Uma parte da elite de servidores em Brasília, com enorme poder, possuindo amizades como tentáculos de polvo, está envolvida. Os escândalos do Banco Master e do INSS, são algo tão grandioso e espetacular, com dezenas de bilhões de reais desviados, que ficamos na dúvida se será feita justiça. Por exemplo, a pergunta maior: Alexandre de Moraes vai perder o cargo? Por que a pergunta maior? Porque, nos últimos tempos, ele representa toda a soberba, injustiça e aproveitamento pessoal de juiz que se possa imaginar.
Isso infelicita promotores de Justiça e juízes de todo o país, homens sérios, detentores de cargos conquistados em concursos difíceis. Ao seu lado estão outras figuras que os fatos carimbaram como pertencentes a um ou vários dos esquemas de Brasília: Toffoli, Gonet e o sempre presente Gilmar Mendes. Como no tempo do Chacrinha, estão mais sujeitos a continuar nos tronos do que ir para a cadeia. Tal a força da rede que os protege. Por isso, Gilmar ri à toa. Daí a necessidade de entrar para os grupos de Internet criados para proteger André Mendonça. Novo Ali Babá contra os 40 ladrões. Só 40?


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