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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 03/03/2026 as 14:39:41

Como fica a economia do Brasil com cenário de guerra de ao menos um mês

Com PIB em desaceleração, alta do petróleo pressiona inflação, mas exportações de petróleo devem fazer com que mais dólares entrem no país


Pressionada pela taxa de juro de 15% ao ano, a economia do Brasil desacelerou em 2025, como esperado. O último trimestre do ano passado repetiu o do período anterior de três meses, de 0,1%. Está no terreno positivo, mas na prática significa estagnação. O ano teve alta de 2,3% graças ao crescimento acumulado no primeiro semestre. E este ano, que já tinha suas complexidades, tornou-se ainda muito mais incerto com a guerra aberta por Estados Unidos e Israel contra o Irã. 

Uma das premissas com que 2026 começou – inflação relativamente controlada – já não está garantida. Além dos cerca de 7% de alta na véspera, nesta terça-feira (3), o petróleo salta mais 8,5%. Com a perspectiva de que o conflito se estenda por "quatro ou cinco semanas", como afirmou o presidente dos EUA, Donald Trump, é inevitável que essa elevação seja repassada, não apenas aos combustíveis, mas para milhares de produtos que usam a matéria-prima em sua composição.

Por outro lado, nos últimos anos o Brasil se tornou exportador de petróleo. No ano passado, as vendas ao Exterior superaram as compras em  US$ 29,6 bilhões, o que equivale a quase metade (43%) de todo o saldo comercial do período. A alta de preços e a indisponibilidade de instalações petroleiras no Oriente Médio projetam venda ao Exterior maior e mais rentável. É uma possibilidade de entrada de mais dólares no Brasil. Caso o conflito não evolua para uma situação ainda mais caótica, em tese haveria possibilidade de conter uma parte da alta na inflação. 

 Na segunda-feira (2), o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, afirmou que a flutuação do petróleo entre US$ 75 e US$ 85 não geraria pressões inflacionárias. No entanto, no quarto dia dos ataques, o barril do tipo brent, referência internacional, já é cotado a US$ 84

Ceron também afirmou que o conflito não teria impacto no início do ciclo de corte de juro, mas poderia reduzir seu alcance. Traduzindo, haveria risco de que a Selic não chegasse a cair sequer aos 12% que estava na mira dos investidores antes do conflito. O índice DXY, que compara a moeda americana às de países desenvolvidos, avança 0,87% nesta terça. A libra cai 0,86% e o euro recua 0,84%. Esse pode não ser apenas um "efeito colateral" da ofensiva 


Marta Sfredo

 


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