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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 15/03/2026 as 21:08:18

Hamilton Mourão diz não acreditar que a CPI do Banco Master avance no Senado

Senador também criticou impunidade no país, comentou a crise internacional e abordou o processo eleitoral no RS


O senador gaúcho Hamilton Mourão (Republicanos) afirmou que não acredita que o Senado Federal dará andamento a uma eventual Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master. Segundo ele, a principal resistência está, justamente, na presidência da Casa.

 “Não acredito que avance. O presidente do Senado (Davi Alcolumbre) não quer que esses assuntos prosperem, porque ele julga que isso será a exploração de tema eleitoral. É uma justificativa pífia para esconder uma realidade”, afirmou.

A declaração foi feita em entrevista exclusiva ao Correio do Povo. Para Mourão, a investigação sobre o caso enfrenta obstáculos políticos dentro do próprio Congresso. Ele também não acredita que o pedido de CPI para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli sobre a relação com o Banco Master avance.

O senador classificou o episódio como o maior escândalo financeiro já registrado no país. “Foi uma ciranda financeira montada a partir de um banco de nível baixíssimo dentro do sistema financeiro, que ancorou esse processo dando o certificado de depósito bancário muito acima daquilo que o mercado paga, usando como garantia o Fundo Garantidor de Crédito, que existe para socorrer bancos em dificuldade”, disse 

O senador ressalta que o caso envolve uma rede de interesses e irregularidades que ainda precisa ser totalmente esclarecida. “Ele usou uma artimanha que escapou inicialmente ao radar do Banco Central. Depois comprou os funcionários encarregados de fiscalizá-lo no Banco Central. Além disso, comprou autoridades em todos os níveis da República, por bom dinheiro. Basta olhar a teia de gente e os valores extremamente altos dessas consultorias”, afirmou 

Para Mourão, o caso se soma a outros escândalos políticos e financeiros que, segundo ele, terminaram sem punição efetiva. “Isso prospera por uma coisa muito clara que existe aqui no Brasil, que se chama impunidade. A impunidade que nós vimos no caso do Petrolão e do Mensalão. A turma foi condenada em um primeiro momento, mas todos foram soltos depois. Quem devolveu o dinheiro, recebeu ele de volta. Isso cria esse cenário favorável para quem se envolve em ladroagem dessa natureza”, declarou.


Ele também afirmou que o caso teria características de crime organizado e deveria ser investigado mais profundamente.


Mourão também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, dificultariam o avanço de investigações parlamentares. “Hoje a CPI está cerceada naquilo que é uma das funções do parlamento, que é investigar e fiscalizar. Toda hora se impedem, quebras de sigilo, seja de empresas ou de escritórios de advocacia, e assim fica difícil avançar”, afirmou.


O senador também comentou o impacto político das investigações e a relação com julgamentos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. “Uma vez que o ministro Alexandre Moraes venha a ser condenado ou afastado por causa dos fatos que são muito claros, isso também vai colocar em evidência as ilegalidades que ocorreram ao longo do julgamento do presidente Bolsonaro”, disse.


Segundo ele, o processo deveria ter seguido outra tramitação judicial, não julgado diretamente pela Suprema Corte. “Deveria ter seguido o princípio do juiz natural, começando na primeira instância e depois avançando. No caso do presidente Bolsonaro, foi feito um julgamento fast track (acelerado) que rapidamente o condenou a uma pena que, na minha visão, é injusta e absurda”, afirmou 

Guerra no Oriente Médio e impacto no RS

Outro tema abordado por Mourão foi o conflito no Oriente Médio e seus reflexos econômicos, especialmente para o Rio Grande do Sul. Segundo o senador, a prolongação do conflito tende a pressionar ainda mais os preços do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis.


“Quanto mais esse conflito se estender, maior será o impacto. Nós estamos fechando a segunda semana e entrando na terceira, e já vemos que a capacidade do mundo de absorver um choque na oferta de petróleo não é tão grande quanto se imaginava”, afirmou.


Ele destacou que o aumento do diesel tem impacto direto sobre a economia gaúcha. “No nosso caso aqui do Rio Grande do Sul, isso significa um impacto direto no transporte e na agricultura. Estamos colhendo a safra e as máquinas estão trabalhando no campo. Essas máquinas funcionam a diesel”, disse.


Mourão também mencionou possíveis reflexos no comércio internacional. “Alguns dos nossos principais mercados estão no Oriente Médio. Se o fluxo logístico fica comprometido, isso acaba refletindo também aqui no nosso estado”, afirmou.


O senador também avaliou que o cenário internacional reforça a necessidade de maior atenção às políticas de defesa do país. “Há muitos anos, o Brasil negligenciou as questões de defesa. O controle civil das Forças Armadas deveria significar um debate efetivo sobre o preparo e os meios disponíveis para as forças, mas isso praticamente não ocorre”, disse.


Segundo ele, há deficiências estruturais importantes. “Nós temos 7.500 quilômetros de litoral, com um mar territorial enorme e uma marinha diminuta. Temos 17 mil quilômetros de fronteiras terrestres e dificuldades técnicas para controlar parte dessas áreas. E a Força Aérea não tem hoje capacidade de manter a superioridade aérea dentro do território por falta de aeronaves”, afirmou

 Eleições e agenda política

Questionado sobre a participação nas eleições deste ano, Mourão reafirmou que o Republicanos no Estado apoiará o deputado federal Luciano Zucco (PL). “O nosso partido já fechou a questão em termos de apoio ao Zucco. Nós temos candidatos a deputado federal e estadual e eu estarei trabalhando para que a nossa bancada se mantenha e, se possível, aumente”, afirmou.


O senador também disse que pretende atuar em campanhas de aliados em outros estados. “Temos candidatos ao Senado dentro do nosso campo político e também outras candidaturas importantes pelo país. Vamos trabalhar tanto no Rio Grande do Sul quanto em alguns outros estados”, declarou.


Mourão destacou um tema abordado, que foi preocupação com situação financeira dos agricultores. “O grande problema hoje está centrado nas dívidas dos agricultores. Da forma como está, elas estão impagáveis”, disse.


Segundo ele, há expectativa de avanço em um projeto que permita renegociar esses débitos. “O governador esteve em Brasília e o presidente do Senado se comprometeu a colocar em votação um projeto que usa o Fundo Social como um guarda-chuva para permitir a renegociação dessas dívidas”, afirmou.


Para o senador, a medida é essencial diante da crise enfrentada pelo setor. “É uma situação muito difícil para as mulheres e homens que trabalham no campo. A gente tem visto casos extremos, inclusive suicídios, e isso mostra a gravidade do momento”, concluiu 


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