Israel reafirma objetivo de só parar a guerra quando eliminar ameaças

"Queremos acabar com as ameaças existenciais do Irão a longo prazo. Não queremos ir todos os anos para outra guerra", afirmou Saar, citado pela agência EFE.
O conflito teve início em 28 de fevereiro, com uma ofensiva militar de grande escala lançada conjuntamente por Israel e os Estados Unidos contra o Irão. Teerão respondeu com ataques contra Israel e países vizinhos, sobretudo aqueles que acolhem bases militares norte-americanas.
Durante uma visita à aldeia árabe de Zarzir, no norte de Israel, onde um míssil iraniano provocou 58 feridos sem gravidade, Saar acusou o Irão de visar civis e de cometer "crimes de guerra". As autoridades locais confirmaram que não houve vítimas graves, graças à utilização de refúgios antiaéreos.
Segundo dados oficiais, 12 pessoas morreram em Israel desde o início da guerra, enquanto no Irão os ataques israelitas terão causado pelo menos 1.230 mortos, de acordo com o último balanço divulgado por Teerão a 5 de março.
Sobre o Líbano, Saar afirmou que Israel não mantém "disputas graves" com o Estado libanês, mas sim com o Hezbollah, que acusou de agir sob instruções iranianas. O ministro criticou ainda o Governo libanês por não ter travado as ações do grupo xiita, sublinhando que qualquer normalização das relações dependerá do fim dos ataques contra Israel.
A ofensiva israelita contra o Líbano começou a 2 de março e já causou, segundo números oficiais, 826 mortos, mais de 2000 feridos e cerca de 800 mil deslocados. A Organização Internacional para as Migrações pediu 19 milhões de dólares para reforçar a resposta humanitária.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou Beirute nos últimos dias e apelou às partes para cessarem os confrontos e optarem pela via diplomática.
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