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Por Donato Heinen. Publicado em 01/05/2026 as 18:03:50

Partidos com ministérios ajudaram a derrubar veto de Lula à dosimetria

Veto do presidente foi derrubado com 318 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 49 no Senado


Partidos que compõem ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contribuíram para a derrubada do veto do petista ao Projeto de Lei (PL) da Dosimetria. A votação dessa quinta-feira (30/4) ampliou a lista de derrotas de Lula no Legislativo e aprofundou o descompasso entre governo e Congresso.

Levantamento feito pelo Metrópoles mostra que 7 partidos contemplados com ministérios votaram a favor do PL que reduz penas dos condenados pelos atos de 8/1 e que também pode favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O veto do presidente foi derrubado com 318 votos favoráveis na Câmara dos Deputados e 49 no Senado.

O levantamento leva em consideração partidos que atualmente comandam pastas e também aqueles que deixaram a Esplanada dos Ministérios até o prazo final para desincompatibilização, no dia 4 de abril, quando alguns ministros deixaram os postos para disputar as eleições de outubro.

Partidos com ministérios que votaram contra veto de Lula

PARTIDOS

VOTOS CONTRA NO SENADO

VOTOS CONTRA NA CÂMARA

MINISTÉRIOS COMANDADOS PELAS LEGENDAS

MDB

3

23

Transportes e Cidades

PDT

0

2

Previdência

PP

6

42

Esportes

PSB

3

1

Vice-presidência e ministério da micro e pequena empresa

PSD

7

25

Minas e Energia e Agricultura

Republicanos

5

32

Turismo e Ministérios de Portos e Aeroportos

União Brasil

2

40

Desenvolvimento Social, Comunicações

Partido Social Democrático (PSB), partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, constituiu uma aliança com o petista desde a campanha eleitoral de Lula em 2022. Apesar da parceria no Palácio do Planalto, a legenda foi uma das que divergiu em votos durante apreciação do Congresso Nacional ao PL da Dosimetria.

Um deputado e três senadores do PSB votaram a favor da derrubada do veto de Lula. Além da vice-presidência, o partido também comanda o ministério do Empreendedorismo, agora chefiado pelo ex-deputado federal Márcio França.

Partido Democrático Trabalhista (PDT) comanda o Ministério da Previdência, com Wolney Queiroz. Antes dele, o presidente da sigla, Carlos Lupi, também chegou a chefiar a pasta — ele deixou o posto em meio ao escândalo de desvios e fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O PDT chegou a ensaiar um rompimento com o governo após a saída de Lupi, anunciando inclusive que passaria a ser independente na Câmara. Neste ano, a direção nacional da sigla já sinalizou que deve apoiar a campanha de Lula à reeleição. Na Câmara, o partido deu oito votos pela manutenção do veto e outros dois pela derrubada. No Senado, foram dois votos pela permanência do veto à dosimetria.

Centrão divergiu em votos

Embora se posicione como um dos principais partidos do Centrão e acumule divergências com o governo Lula, o União Brasil também foi uma das siglas como ministérios que divergiu em votos, tendo dois senadores e 40 deputados que votaram a favor da derrubada do veto de Lula — apenas quatro deputados do União votaram pela permanência do veto.

A sigla, no início deste terceiro mandato, chegou a comandar três pastas na Esplanada dos Ministério. Entre os ministérios, o do Desenvolvimento Regional e das Comunicação, que são chefiados por pessoas indicadas por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e apontado como um dos percursionistas da derrota histórica de Lula na rejeição à indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Deputados federais do União Brasil e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foram responsáveis por indicar o atual ministro Gustavo Feliciano.

Outro partido que divergiu na apreciação do PL no Congresso Nacional foi o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). A legenda foi alocada na Esplanada dos Ministérios como mais um aceno de Lula ao Centrão e, assim como o União Brasil, também foi favorecido com pastas na gestão Lula.

Entre elas o Ministério dos Transportes, que era comandada por Renan Filho, e o Ministério das Cidades, chefiada por Jader Barbalho. Ambos deixaram os postos para concorrer a cargos nas eleições de outubro.

Progressistas (PP) e o Republicanos comandavam os ministérios dos Esportes (André Fufuca) e de Portos e Aeroportos (Silvio Costa Filho), respectivamente. Os dois também pediram demissão para disputar as eleições. Na análise do veto de Lula, as duas siglas deram 11 votos pela derrubada e apenas um voto pela manutenção no Senado. Na Câmara, foram 74 votos pela derrubada e 4 pela manutenção.

Enquanto chefiava o Ministério dos Esportes, Fufuca chegou a protagonizar um embate com a cúpula do PP pela permanência dentro da gestão petista.

Comandado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), o partido anunciou um desembarque do governo Lula em setembro de 2025. Na ocasião, o União Brasil também fez o mesmo movimento. André Fufuca chegou a ser afastado das funções dentro do partido para seguir à frente do ministério.

Metrópoles

 

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