Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 04/05/2026 as 10:56:34
R$ 307 BI FORA DA META: OS EMPRÉSTIMOS SECRETOS DE LULA QUE BOMBAM A DÍVIDA PÚBLICA
Expansão de crédito via tesouro levanta debate sobre transparência fiscal e impacto nas contas públicas
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem recorrido de forma crescente a um mecanismo que permite expandir gastos e crédito público sem contabilizar integralmente os impactos nas metas fiscais. Segundo dados do Balanço Geral da União, os empréstimos concedidos pelo Tesouro Nacional a bancos públicos e fundos governamentais aumentaram 34,5% em 2025, alcançando R$ 307,2 bilhões — um crescimento de R$ 78,7 bilhões em apenas um ano. Considerando os três primeiros anos da atual gestão, a alta acumulada chega a 55,5%.
Esses recursos são obtidos por meio da emissão de títulos da dívida pública e direcionados a programas como Minha Casa, Minha Vida, Plano Brasil Soberano, crédito rural subsidiado e Fundo Clima. Especialistas ouvidos por diferentes veículos criticam a estratégia, apontando que ela funciona como uma forma indireta de contornar as regras do arcabouço fiscal. Isso ocorre porque grande parte desses empréstimos e dos subsídios implícitos não é contabilizada no limite de despesas nem no resultado primário.
Economistas afirmam que o mecanismo gera custo real para os cofres públicos, mas fica fora das principais regras de controle de gastos. A expansão dessas operações também contribui para o aumento da dívida pública brasileira, que já apresenta trajetória de alta. Além disso, analistas alertam que a injeção de crédito subsidiado pode pressionar a inflação e dificultar o trabalho do Banco Central, ao mesmo tempo em que adia ajustes fiscais necessários.
Outro ponto de crítica é o chamado “subsídio implícito”, que representa a diferença entre os juros de mercado e as taxas reduzidas oferecidas nos financiamentos. Esse custo não aparece de forma transparente no Orçamento, o que reduz a visibilidade sobre o impacto real para o contribuinte.
Por outro lado, integrantes da equipe econômica defendem a política, argumentando que os programas financiados geram retorno econômico e fortalecem setores estratégicos. Ainda assim, o crescimento dessas operações reforça a percepção de que o governo tem optado por contornar restrições fiscais em vez de promover ajustes mais rigorosos nas contas públicas.
Com a aproximação de 2026, novas liberações já foram anunciadas, indicando que essa estratégia deve continuar. Economistas independentes veem risco de deterioração adicional das contas públicas, o que pode aumentar a pressão sobre futuros governos e afetar a credibilidade fiscal do país
Fonte: 360
Foto: PR
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