No governo Lula, rombo fiscal bate 1,218 trilhão de reais em 12 meses e estabelece recorde histórico
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Lula e Fernando Haddad Foto: PR/Ricardo Stuckert
O cenário das finanças públicas brasileiras alcançou um patamar inédito. O déficit nominal acumulado em 12 meses até março chegou a R$ 1,218 trilhão, consolidando o maior valor desde que o Banco Central começou a registrar essa série, em 2002.
Sete meses consecutivos acima de R$ 1 trilhão
O rombo fiscal já ultrapassa a marca de R$ 1 trilhão há sete meses seguidos e apresenta trajetória de crescimento ininterrupto há nove meses. Dois fatores principais explicam o resultado: o peso dos juros da dívida pública, que atingiram R$ 1,080 trilhão no período, e o saldo negativo nas contas primárias do governo.
Déficit primário mais que dobra em relação a fevereiro
Quando se exclui o pagamento de juros da conta, o chamado déficit primário somou R$ 137,1 bilhões nos 12 meses encerrados em março. O número representa mais que o dobro do registrado no mês anterior, quando o indicador marcava R$ 52,8 bilhões.
Para entender a diferença: o resultado primário mostra se o governo arrecada mais do que gasta, sem considerar juros. Já o resultado nominal incorpora esses custos financeiros e revela o impacto real sobre o endividamento do país.
Março registrou déficit primário de R$ 80,7 bilhões
Isoladamente, o mês de março apresentou um déficit primário de R$ 80,7 bilhões no setor público consolidado. O governo central foi o principal responsável, respondendo por R$ 74,8 bilhões desse total. Estados e municípios contribuíram com R$ 5,4 bilhões em saldo negativo, enquanto as estatais registraram déficit de aproximadamente R$ 500 milhões.
Juros da dívida disparam e pressionam resultado
Os gastos com juros no mês de março alcançaram R$ 118,9 bilhões, um salto expressivo em comparação com os R$ 75,2 bilhões apurados no mesmo mês do ano anterior. Esse avanço está diretamente relacionado ao patamar ainda elevado da taxa Selic, que, mesmo após uma leve redução recente, continua encarecendo significativamente a dívida pública e pressionando o resultado nominal das contas do governo.
Contra Fatos

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