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Por Donato Heinen. Publicado em 12/05/2026 as 18:30:36

Folha se pronuncia após charge que gerou reação do Judiciário

Veículo reforçou que a crítica aos penduricalhos foi a motivação para a ilustração


Charge da Folha gerou polêmica Foto: Reprodução/Jornal Folha de S.Paulo

O jornal Folha de S.Paulo se manifestou publicamente pela primeira vez após a repercussão da charge publicada no último sábado (9), que utilizou a imagem de uma lápide para criticar os chamados “penduricalhos” da magistratura. O posicionamento do veículo foi divulgado nesta segunda-feira (11) em uma coluna extraordinária da ombudsman da Folha, publicada após a onda de críticas direcionadas ao jornal e à ilustradora Marília Marz. 

A charge do último fim de semana provocou reação de integrantes do Judiciário e de entidades da magistratura, que entenderam que o uso da lápide poderia representar uma associação do desenho à morte recente da juíza Mariana Francisco Ferreira, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), falecida aos 34 anos em decorrência de complicações ligadas a um procedimento de fertilização in vitro. 

Na coluna, a ombudsman da Folha, Alexandra Moraes, responsável por receber, investigar e encaminhar queixas dos leitores, além de realizar crítica interna do jornal, reproduziu um posicionamento do comando da Redação da Folha sobre o caso. No texto, a cúpula do veículo diz que “as charges, como as colunas de opinião, passam pela Secretaria de Redação e são liberadas desde que não configurem crime” e nega que exista relação do conteúdo com o óbito da juíza.

– A charge [de Marília Marz] critica os “penduricalhos” do Judiciário, gratificações e auxílios pagos a magistrados muitas vezes fora do teto constitucional, o que tem sido objeto de intenso debate no país e de abrangente cobertura do jornal nos últimos dias. Este é o timing da publicação. Ela não está relacionada à morte da juíza Mariana Ferreira, como a própria autora esclareceu – disse o comando da Redação da Folha.

Como citado no posicionamento da Folha, a própria cartunista também se pronunciou, mas por meio do chamado Painel do Leitor. Em sua fala, Marília Marz negou qualquer relação entre a charge e o episódio da morte da magistrada.

– A morte trágica da juíza Mariana Ferreira não foi inspiração para a charge, e lamento muito que essa associação tenha sido feita. Só soube dessa horrível coincidência e interpretação a partir dos ataques na internet. Sinto muitíssimo – escreveu Marília.

Em sua análise, porém, Alexandra faz uma autocrítica do jornal e diz que um olhar editorial mais atento poderia ter identificado previamente o potencial de associação entre a charge e o contexto de luto vivido pela magistratura. O texto também informa que a Folha está monitorando ataques feitos à chargista.

– Um olhar mais atento e sensível das equipes de edição talvez pudesse ter funcionado como filtro e ligado um alerta para a coincidência e para escapar do mal-entendido – aponta o texto.

A coluna também trouxe manifestações divergentes de leitores, especialmente integrantes do Judiciário, que em parte classificou a charge como desrespeitosa, mas também disse ver a hipótese de coincidência infeliz. Ao final, a ombudsman diz que é possível considerar a charge de mau gosto diante do contexto, mesmo sem aderir à interpretação de que houve intenção deliberada de associá-la à morte da magistrada. 

Pleno News


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