Governistas tratam saída de Jaques de liderança do Senado como temporária
 • 24-6-26 - Saulo Cruz, Agência Senado.webp)
O senador Jaques Wagner (PT-BA) • Saulo Cruz/Agência Senado
O Palácio do Planalto trata o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado como temporário.
A ideia é que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) assuma a função durante a licença do senador.
O senador e ex-ministro Camilo Santana (PT-CE) era o favorito para assumir a vaga e tinha ganhado força nesta semana diante da convicção de auxiliares palacianos de que Teresa não teria o perfil, apesar de ser uma parlamentar querida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Sob reserva, fontes pontuam, no entanto, que Camilo agiu nos bastidores para assumir a liderança e que isso não teria agradado o presidente da República.
O nome do senador Otto Alencar (PSD-BA) também era um dos preferidos dos governistas. Otto é presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), função considerada estratégica para o governo no Congresso Nacional.
Quando Jaques se ausentou da função de líder por razões médicas foi Otto quem assumiu a vaga.
Jaques Wagner esteve com Lula no Palácio da Alvorada nesta quarta-feira (24) à tarde.
Cerca de uma hora após o fim do encontro, o senador anunciou nas redes sociais que o encontro foi "ótimo" e classificou a reunião como uma conversa entre amigos.
"Decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal", afirmou na postagem.
Jaques defendeu que a prioridade absoluta, no momento, será provar a própria inocência e se dedicar à reeleição do presidente Lula e da chapa ao governo da Bahia.
"Juntos, com humildade e muito trabalho, renovaremos nosso compromisso com o projeto coletivo que vem mudando a Bahia e o Brasil", disse.
O afastamento de Jaques Wagner se dá na esteira das repercussões da operação da PF (Polícia Federal) relacionada ao caso do Banco Master que mirou o senador na semana passada.
CNN Brasil

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