O tema que deve pautar a largada da campanha eleitoral no RS

Enquanto os partidos oficializam nominatas e alianças nas convenções, as equipes dos candidatos ao governo do RS fazem os últimos ajustes para a largada da campanha eleitoral. Além dos sempre presentes saúde, educação e segurança pública, um tema ganhou força nos últimos dias e deve predominar nas primeiras propagandas em rádio e televisão e em discursos nas ruas: resiliência climática.
A cheia dos rios Caí e Taquari na última semana reacendeu o debate entre os postulantes ao Palácio Piratini. Se antes do período de chuva, Gabriel Souza (MDB) e aliados criticaram Luciano Zucco (PL) pelo que entenderam se tratar de "oportunismo" com a tragédia, a falha nos alertas do governo estadual foram um prato cheio para Zucco dobrar a aposta e Marcelo Maranata (PSDB) embarcar nas críticas ao sistema de proteção do Estado.
Todos os candidatos da oposição, incluindo Juliana Brizola (PDT), deverão inaugurar a campanha propondo obras mais céleres na contenção de cheias e melhorias nos planos de contingência e monitoramento. O argumento dos três é de que o Estado, em dois anos, não conseguiu reforçar a estrutura climática e garantir segurança às pessoas em áreas de risco.
Em resposta, Gabriel planeja defender as ações do governo desde a enchente de 2024, enfatizando os investimentos feitos desde então, e apresentar novas obras de proteção, ações preventivas e de fortalecimento da Defesa Civil.
Além disso, Gabriel manterá a aposta na responsabilidade com as contas públicas. Juliana defenderá a educação como pilar para o desenvolvimento econômico e social. Zucco dialogará com a saúde, por entender ser a maior dor da população. E Maranata reforçará a necessidade de renegociar a dívida do Estado com a União para garantir avanços.
Prazer, candidato
O início da campanha é considerado crucial para apresentação do candidato e causar uma boa impressão no eleitor. Além de expor ideias e propostas, os quatro postulantes devem usar parte do tempo que terão em rádio e televisão e nos debates das primeiras semanas para falar das famílias, das carreiras e das trajetórias políticas.
Ainda há tempo
Mesmo que já estejam abarrotando as redes sociais com cortes e distribuindo material nas ruas, dentro do limite da legislação, a campanha só começa oficialmente em 16 de agosto, após o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
Henrique Ternus


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