PT ACOMPANHA COM PREOCUPAÇÃO MUDANÇA NA ESTRATÉGIA DE AUGUSTO LIMA, DIZ METRÓPOLES

A decisão do empresário baiano Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master e dono do Banco Pleno, de mudar sua estratégia jurídica e prestar novos esclarecimentos às autoridades movimentou os bastidores políticos e jurídicos em Brasília. O caso ganhou ainda mais repercussão após a mudança em sua equipe de defesa.
Na noite de terça-feira (4), os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso renunciaram à defesa do empresário. O escritório é conhecido por adotar uma posição contrária à celebração de acordos de colaboração premiada, o que alimentou especulações sobre uma possível mudança na condução do caso.
Apesar disso, os advogados Sebastián Mello e Eduardo Toledo permaneceram na defesa de Augusto Lima. Em nota oficial, a nova banca afirmou que a troca de advogados não representa qualquer alteração na estratégia jurídica e negou que exista negociação para um eventual acordo de delação premiada.
Mesmo com a negativa da defesa, a movimentação foi recebida com preocupação por integrantes do PT, segundo informações publicadas pelo Metrópoles. O motivo é a proximidade histórica de Augusto Lima com importantes lideranças petistas da Bahia.
Entre os nomes citados está o senador Jaques Wagner (PT-BA). Relatórios da Polícia Federal mencionam contatos telefônicos entre o empresário e o parlamentar, o que colocou essa relação no centro das atenções durante as investigações.
No âmbito da Operação Compliance Zero, a Polícia Federal apura suspeitas de que Jaques Wagner teria atuado em favor de interesses ligados ao Banco Master. A investigação também envolve uma negociação relacionada à aquisição de um apartamento de luxo em Salvador, operação que, segundo a apuração, teria contado com a participação de Augusto Lima. As suspeitas são contestadas pelas defesas dos investigados.
Augusto Lima chegou a ser preso temporariamente durante uma das fases da operação realizada no fim de 2025. Posteriormente, passou a cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, enquanto as investigações tiveram continuidade.
Outro fator que aumentou a atenção sobre o caso foi o fato de Daniel Vorcaro também ter promovido mudanças em sua equipe de defesa. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o objetivo seria tentar reabrir tratativas relacionadas a um possível acordo de colaboração com a Procuradoria-Geral da República.
Nos bastidores políticos, a expectativa agora gira em torno dos próximos passos das investigações e da possibilidade de novos depoimentos de Augusto Lima. Qualquer informação adicional prestada pelo empresário poderá influenciar o rumo das apurações conduzidas pela Polícia Federal.
Enquanto isso, o PT acompanha atentamente a evolução do caso. Embora não exista confirmação de qualquer acordo de colaboração premiada, a mudança na estratégia jurídica de Augusto Lima foi suficiente para elevar o nível de preocupação entre integrantes do partido, que aguardam os desdobramentos das investigações e das manifestações oficiais das autoridades.
Diário 360


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