Urutú-Cruzeiro é avistada no campus da UFSM em Palmeira das Missões

Uma urutu-cruzeiro (Bothrops alternatus), cobra peçonhenta do grupo das jararacas, foi avistada neste fim de semana em uma área do campus da UFSM em Palmeira das Missões.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira. De acordo com relatos, a presença de serpentes na região não é incomum, já que o campus possui extensas áreas de mata e vegetação nativa
Com a elevação das temperaturas nos últimos dias, especialistas alertam que esse fator pode contribuir para o aumento da movimentação de répteis em busca de abrigo e alimento, elevando o risco de encontros próximos a áreas de circulação de pessoas.
Risco e prevenção
A urutu-cruzeiro é considerada uma das serpentes mais perigosas do sul do Brasil. O animal costuma atacar apenas quando se sente ameaçado. Por isso, a orientação principal é evitar qualquer tipo de contato.
“Não tente tocar, capturar ou matar o animal. Mantenha distância e acione ajuda profissional”, é a recomendação.
O que fazer ao encontrar uma cobra?
O Corpo de Bombeiros orienta a população a seguir estes passos:
1. Mantenha distância e conserve a calma;
2. Evite movimentos bruscos;
3. Não tente capturar ou ferir o animal;
4. Redobre a atenção com crianças e animais domésticos;
5. Ligue imediatamente para o 193 para que a equipe faça a retirada de forma segura.
Os Bombeiros também reforçam que não se deve tentar identificar sozinho se a cobra é peçonhenta ou não. “A medida mais segura é sempre manter distância e aguardar o atendimento especializado”, destacam.
Em caso de acidente
Em situação de picada, a orientação é procurar atendimento médico de urgência imediatamente.
É fundamental não aplicar torniquete, não fazer cortes no local, não tentar sugar o veneno e não utilizar remédios ou substâncias caseiras. Essas práticas podem agravar o quadro da vítima.
O campus da UFSM em Palmeira das Missões conta atualmente com cerca de 1.400 alunos e diversos cursos. A instituição está localizada em área com grande presença de vegetação, habitat natural de diversas espécies da fauna regional.
Fonte: Sidi Farias/Jornalismo RP


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