Marçal promete recuar de candidatura se não tiver segurança jurídica

Com a estratégia, o ex-coach tenta evitar que sua candidatura acabe ajudando o presidente Lula a vencer já no primeiro turno da disputa ao Planalto em 2026.
Como noticiou a coluna, em tese, o TSE precisa analisar todas as candidaturas até 14 de setembro, mesma data em que as urnas eletrônicas devem ser lacradas.
O processo, contudo, está sujeito a uma série de recursos e etapas judiciais, subterfúgios aos aos quais certamente Marçal recorrerá para tentar prolongar a decisão final.
Como Marçal pode ajudar Lula
A depender desse processo, o nome do ex-coach pode acabar sendo encaminhado às urnas, mesmo diante da tendência de sua candidatura ser posteriormente derrubada.
Caso o nome de Marçal esteja na urna, os eleitores poderão votar em seu número. Nesse caso, a previsão de analistas é de que ele roubaria mais votos de Flávio Bolsonaro (PL) do que de Lula.
Se a candidatura de Marçal for impugnada depois com base na Lei da Ficha Lima, os votos dados a ele nas urnas serão anulados. Com isso, o universo de votos válidos será reduzido.
Com menos votos válidos, o atual chefe do Palácio do Planalto precisaria de uma quantidade menor de votos absolutos para ultrapassar a marca de 50% e ser eleito já no primeiro turno.
O cenário, portanto, depende menos do desempenho de Pablo Marçal nas pesquisas de intenção de voto e mais do calendário da Justiça Eleitoral para análise das candidaturas.
Igor Gadelha (Metrópoles)

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