Bolsa Família dispara e mais 344 mil que moram sozinhos entram na mira em ano eleitoral

Em apenas sete meses de 2026, o contingente de pessoas que vivem sozinhas e recebem o Bolsa Família saltou de 3,5 milhões para 3,9 milhões. O aumento de 344 mil beneficiários no chamado grupo unipessoal foi identificado por levantamento da Folha de S.Paulo e ganha relevância por coincidir com o calendário eleitoral.
Pente-fino não impediu nova escalada
O governo Lula havia conduzido uma ampla revisão no Cadastro Único com o objetivo de combater fraudes. O reflexo dessa operação apareceu nos dados de janeiro de 2023, quando o número de beneficiários que moram sozinhos atingia 5,9 milhões. Após a depuração, o total foi reduzido significativamente. Agora, porém, a curva voltou a subir — justamente no ano eleitoral de 2026.
Mais de cem municípios com crescimento expressivo
O levantamento revela que, em 128 municípios brasileiros, o número de beneficiários unipessoais do Bolsa Família mais que dobrou em comparação com o final de 2022. O dado acende um sinal de alerta sobre possíveis irregularidades cadastrais em regiões específicas do país.
Governo nega ligação automática com fraude
O Ministério do Desenvolvimento Social se pronunciou sobre os números e afirmou que o aumento não significa necessariamente fraude. Segundo a pasta, o crescimento pode estar relacionado a mudanças demográficas naturais e ao fluxo regular de entrada e saída de beneficiários no programa.
Debate político ganha força
Apesar da justificativa oficial, os números reacendem a discussão sobre dois pontos sensíveis: a eficácia da fiscalização do Bolsa Família e o possível uso político de programas sociais em períodos que antecedem eleições. A proximidade da disputa presidencial torna o tema ainda mais controverso no cenário político brasileiro.
Contra Fatos


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