Os média de natureza jornalística são frequentemente acusados de apresentarem relatos tendenciosos, manipulados ou até falsos. No fluxo de notícias, acumulam-se exemplos que parecem revelar contradições. Estaremos perante falsidades ou formas diferentes de enquadrar a realidade? Convém, por isso, distinguir o que é uma mentira do que é um “frame” noticioso.
Por Donato Heinen. Publicado em 26/08/2026 as 12:10:33
Falência bate forte: fabricante de móveis abandona fábrica e afunda em dívida de R$ 133 milhões
Justiça decretou a falência da fabricante de móveis Três Irmãos, que acumula dívida de R$ 133 milhões após abandonar fábricas em Santa Catarina
Três Irmãos: fabricante de móveis com dívida de R$ 133 milhões tem falência decretada após abandonar fábrica
Com uma trajetória de mais de 50
anos no setor moveleiro, a Três Irmãos chegou ao fim de suas
operações. A Justiça decretou a falência da fabricante de móveis sediada
em Campo Alegre, no Planalto Norte de Santa Catarina, após constatar que não
havia mais condições de dar continuidade ao processo de recuperação judicial
iniciado em 2024.
A dívida acumulada pela
companhia é estimada em aproximadamente R$ 133
milhões, valor que ainda pode ser alterado depois que todos os
débitos e obrigações forem analisados de forma definitiva. A decisão judicial também ordenou o fechamento das
unidades da empresa e a adoção de providências para preservar o patrimônio
remanescente.
Paralisação das atividades e sinais de
abandono motivaram decisão
A indústria já não produzia desde
maio de 2026. Com a falência oficializada, a administradora judicial Recupere
assumiu a responsabilidade de identificar, reunir e avaliar todos os bens pertencentes
à Três Irmãos. Parte desse
patrimônio poderá ser levada a leilão futuramente, e os valores obtidos serão
destinados ao pagamento dos credores, seguindo as regras do processo falimentar.
A Justiça determinou ainda a expedição urgente de mandados para
lacrar tanto a fábrica matriz
quanto as filiais da companhia localizadas em Santa Catarina.
Tentativa de
venda de bens não impediu o colapso
Antes da decretação da falência,
a fabricante de móveis já
tentava encontrar saídas para conter a deterioração financeira. Em abril, a
companhia colocou à venda imóveis e equipamentos industriais avaliados em cerca
de R$ 7 milhões. A medida foi tomada no contexto da recuperação judicial,
aberta em 2024, quando a empresa buscava reorganizar suas dívidas e manter as operações diante das
dificuldades enfrentadas especialmente no mercado externo.
A
estratégia, contudo, não surtiu efeito. A situação financeira da Três Irmãos continuou piorando. Em junho, o
Ministério Público solicitou a conversão da recuperação judicial em falência. A Justiça acatou o pedido após identificar
irregularidades consideradas graves no decorrer do processo, conforme apurou o
Portal Tempo Novo.
Falta de prestação de contas e pendências fiscais pesaram
na decisão
Diversos problemas foram
elencados na decisão que decretou o encerramento das atividades. Entre eles,
destacam-se: