Flávio Bolsonaro pede prisão de servidor da Secom por fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida

Flávio Bolsonaro - Foto: Reprodução/Youtube
Uma nova ofensiva jurídica do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), mira diretamente um servidor lotado na Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República. O senador apresentou ao Ministério Público Eleitoral (MPE) uma notícia-crime pedindo a prisão preventiva de George Marques, coordenador-geral de Estratégia e Informação do órgão.
O que motivou a ação judicial
De acordo com a representação, George Marques compartilhou uma publicação que orientava internautas a continuar difundindo a falsa associação de Flávio Bolsonaro a uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O conteúdo já havia sido declarado falso pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A defesa do candidato também requer a busca e apreensão do celular e do computador do servidor, além da preservação de seus registros nas redes sociais.
Decisão do TSE reconheceu falsidade da narrativa
A iniciativa judicial veio na esteira de uma determinação do TSE para que publicações sobre o tema fossem removidas das plataformas digitais. O ministro André Mendonça classificou como “notoriamente inverídico” o núcleo da narrativa segundo a qual Flávio ou sua família teria proposto, articulado, apoiado ou pretendido retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de Padroeira do Brasil.
Na sexta-feira 25, Mendonça ordenou a remoção de publicações e medidas contra a replicação do conteúdo em plataformas como X, Facebook, TikTok e YouTube.
Origem da polêmica remonta a projeto arquivado em 2008
Toda a controvérsia teve início com o resgate do projeto de lei 2.623/2007, apresentado por outro parlamentar em uma época em que Flávio Bolsonaro sequer integrava o Congresso Nacional. A proposta visava alterar a legislação referente ao feriado de 12 de outubro, mas acabou arquivada pela Câmara em agosto de 2008.
A GloboNews, que chegou a abordar o assunto em sua programação, posteriormente corrigiu a informação e pediu desculpas ao vivo.
Servidor da Secom teria agido após desmentido oficial
O ponto central da nova notícia-crime é a conduta de George Marques depois que a informação já havia sido desmentida e se tornado alvo de decisões da Justiça Eleitoral. Segundo o documento apresentado ao MPE, o coordenador da Secom republicou em seu perfil conteúdo que incentivava a propagação da fake news, mesmo ciente de que o TSE já a havia considerado falsa.
Flávio reagiu publicamente nas redes sociais
Em suas redes, o candidato do PL celebrou a decisão do tribunal e atacou a disseminação do conteúdo inverídico. “TSE acaba de determinar que todos os perfis de esquerda removam as FAKE NEWS sobre Nossa Senhora Aparecida. O complexo industrial de mentira do pt implodiu! Estão todos expostos e vão responder na Justiça! A mentira se combate com a VERDADE!”, escreveu Flávio Bolsonaro.
Sobre a retratação da emissora, o senador também se manifestou: “Globo News se retratando pela MENTIRA de que haveria um ‘movimento’ para tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto SEQUER EXISTE! Fiquem espertos, pois a máfia do pt vai espalhar várias mentiras ao longo de todos os dias até as eleições.”
Contra Fatos

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