Por Donato Heinen. Publicado em 27/09/2026 as 19:58:02
Servidor da Secom compartilhou ao menos 10 fakes sobre Flávio
Postagens envolvem falso projeto sobre Nossa Senhora Aparecida

Flavio Bolsonaro Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
O coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secom da Presidência da República, George Marques da Silva e Silva, repostou ao menos 10 mensagens com fake news que atribuíam ao senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro a intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, em 25 de setembro de 2026.
A campanha de Flávio protocolou notícia-crime no MPE em Brasília pedindo a prisão preventiva do funcionário do Planalto. A desinformação teve 2.086 publicações identificadas, 1.674 contas envolvidas, mais de 21 milhões de visualizações e afetou X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube.
A defesa de Flávio anexou ata notarial digital com 4 republicações feitas pelo coordenador no mesmo dia, e o Poder360 identificou 10 postagens que propagavam a desinformação. A notícia-crime imputa três crimes a George Marques: divulgação de fatos sabidamente inverídicos na eleição, incitação ao crime e associação criminosa.
O ministro André Mendonça, do TSE, classificou a narrativa como “notoriamente inverídica” e determinou a remoção imediata do conteúdo das plataformas digitais, e George passou a republicar críticas ao ministro.
Questionado, George Marques disse manter um perfil pessoal voltado a “política e humor”, que não se recorda de ter republicado o conteúdo, que caso tenha ocorrido foi um “erro involuntário” ao compartilhar postagens em sequência, e que republicar um conteúdo não significa concordar com seu teor.
A Secom informou em nota oficial que a manifestação não espelha o posicionamento institucional, por ter sido feita em perfil pessoal, mas classificou como “inadequado” o uso de contas pessoais por integrantes de forma que cause confusão com manifestações institucionais.
– A manifestação citada foi feita em perfil pessoal e não representa a posição da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. A Secom considera inadequado o uso de perfis pessoais de seus integrantes de forma que possa gerar confusão com manifestações institucionais. A Secretaria reafirma que sua comunicação oficial observa a legislação eleitoral e as decisões da Justiça – diz a nota da Secom.
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