E Satanás foi morar no inferno
Na criação do mundo, Deus se dedicou a um grão do Cosmos que Ele chamou de terra. Criou água e terra. Continentes e oceanos. Terra para alimentar e recursos minerais para facilitar a vida dos futuros viventes. Satanás, então um anjo, resolveu interferir: “Meu Deus! Esta divisão não é justa. Naquele canto, em forma de triângulo entre oceanos, no triângulo menor com vista para o mar, e que sabemos que vão chamar de Brasil e Atlântico, o Senhor está colocando riquezas demais, se comparadas com as que estarão disponíveis em outras terras!”. “Sim, Satanás – respondeu Deus – mas tu não sabes dos humanos que vou colocar lá! E, como duvidaste de minha obra, te expulso para o inferno que estou criando agora”. Assim acontece.
Praseodímio, samário, disprósio, gadolínio e escândio? São nomes reais. De terras raras. 5 de 17 elementos metálicos fundamentais para a era moderna. De extração e separação dispendiosas. Pulmões da era digital. Por exemplo: Smartphones, carros elétricos e turbinas eólicas dependem delas. E o Brasil possui a segunda maior reserva do planeta, de todos estes minerais, cerca de 23% do total global. Um executivo de uma das grandes extratoras mundiais de terras raras afirma: Os próximos grandes projetos de terras raras estarão no Brasil, que em breve vai competir com a China.
A Agencia Internacional de Energia (AIE), afirma que a demanda pelos metais vai aumentar mais de 30% até 2030, face às necessidades para imãs, veículos elétricos, centros de IA, robótica etc. A maioria das reservas brasileiras são compostas de argila: a natureza já realizou parte do processo de transformação. O processamento destas terras requer muita eletricidade e água. Abundantes aqui. Satanás tinha razão!


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